CORREIOS: Sem conter despesas, EBCT aumenta tarifas pela segunda vez
Sem nenhuma reorganização definida, estatal que acumulou prejuízo nos últimos anos adota a velha forma de reajustar preços
Adriano Villela
Pela segunda vez no ano, o Ministério da Fazenda autorizou o aumento das tarifas cobradas pelos Correios. Na edição de nesta quarta (18) do Diário Oficial da União, o governo autoriza o reajuste “sob forma de recomposição” das tarifas dos serviços postais e telégraficos nacionais e internacionais. O reajuste ocorre em duas parcelas: a primeira de 6,121% será por prazo indeterminado e a segunda, de 4,094% vai vigorar por 64 meses ou cinco anos e quatro meses.
A estatal é a prova de que os problemas fiscais brasileiros vão muito além da Previdência, ao contrário do que afirmou nesta quarta, ao TCU, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. Superdimensionada após o advento do e-mail, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos contabilizou prejuízo em 2015 e 2016
A revisão das tarifas ainda depende de publicação de aprovação pelo Ministério das Comunicações, de acordo com o Diário Oficial. Com o aumento, a carta comercial de até 20 gramas passará a custar R$ 1,83. Anteriormente, o valor era R$ 1,23.
Em abril, o Ministério da Fazenda havia autorizado aumento de 7,485% nas tarifas dos serviços postais e telegráficos prestados pelos Correios. Na época, a empresa explicou que os serviços da estatal são reajustados todos os anos, com base na recomposição dos custos.
Em paralelo, especula-se nos bastidores que a EBCT entraria em um processo de privatização a cargo do Programa de Parceria de Investimentos. A venda seria por inteiro ou apenas da atividade de encomendas. Outra proposta é enxugar a estrutura de envio de cartas nas cidades onde o uso do e-mail predomina.
Nenhuma das direções foram adiante até aqui. Uma medida anunciada, que também pode não vingar dada à reação contrária, é o fim do banco postal. Serviços bancários não são a especialidade da EBCT. Na ausência de uma definição, a proposta que seguiu adiante foi o reajuste dos preços.
Adriano Villela
Pela segunda vez no ano, o Ministério da Fazenda autorizou o aumento das tarifas cobradas pelos Correios. Na edição de nesta quarta (18) do Diário Oficial da União, o governo autoriza o reajuste “sob forma de recomposição” das tarifas dos serviços postais e telégraficos nacionais e internacionais. O reajuste ocorre em duas parcelas: a primeira de 6,121% será por prazo indeterminado e a segunda, de 4,094% vai vigorar por 64 meses ou cinco anos e quatro meses.
A estatal é a prova de que os problemas fiscais brasileiros vão muito além da Previdência, ao contrário do que afirmou nesta quarta, ao TCU, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. Superdimensionada após o advento do e-mail, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos contabilizou prejuízo em 2015 e 2016
A revisão das tarifas ainda depende de publicação de aprovação pelo Ministério das Comunicações, de acordo com o Diário Oficial. Com o aumento, a carta comercial de até 20 gramas passará a custar R$ 1,83. Anteriormente, o valor era R$ 1,23.
Em abril, o Ministério da Fazenda havia autorizado aumento de 7,485% nas tarifas dos serviços postais e telegráficos prestados pelos Correios. Na época, a empresa explicou que os serviços da estatal são reajustados todos os anos, com base na recomposição dos custos.
Em paralelo, especula-se nos bastidores que a EBCT entraria em um processo de privatização a cargo do Programa de Parceria de Investimentos. A venda seria por inteiro ou apenas da atividade de encomendas. Outra proposta é enxugar a estrutura de envio de cartas nas cidades onde o uso do e-mail predomina.
Nenhuma das direções foram adiante até aqui. Uma medida anunciada, que também pode não vingar dada à reação contrária, é o fim do banco postal. Serviços bancários não são a especialidade da EBCT. Na ausência de uma definição, a proposta que seguiu adiante foi o reajuste dos preços.
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