TRANSIÇÃO: Conheça perfil da equipe já nomeada por Bolsonaro


Todos homens, escolhidos para receber dados e pesquisas do governo estadual podem integrar cargos no ministério e estatais

Para quem espera saber o quanto antes os nomes dos próximos auxiliares a serem nomeados pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, a equipe de transição é uma pista essencial. O grupo de 28 nomeados até aqui conta com quatro dos cinco ministros já indicados, a começar pelo coordenador e futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Também estão na transição os indicados general Augusto Heleno (Defesa ou Gabinete de Segurança Institucional), o astronauta Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e o guru para a Economia, Paulo Guedes.  A maioria dos técnicos da transição são da área econômica.  É o caso por exemplo dos irmãos Arthur e Abraham Weintraub, autores de estudos na área previdenciária. Ambos são professores da Unifesp e coordenam o Centro de Estudos em Seguridade (CES). Abraham atua ainda no mercado financeiro.

Cedido pelo atual governo, Adolfo Sachsida é pesquisador do Ipea e se dedica a área educacional. Já Alexandre Ywata foi diretor de estudos Urbanos, Regionais e Ambientais do mesmo Ipea. Tem Mestrado e Doutorado pela Northwestern University (EUA). Carlos Costa é economista pela Uerj. Foi diretor do BNDES. Ligado ao futuro ministro Paulo Guedes, é cotado para voltar ao banco de fomento.

Outro próximo do “guru”, Carlos von Doellinguer é responsável pela área orçamentária e pode responder pelo setor hoje a cargo do Ministério do Planejamento. Marcos Cintra também é próximo do ministro, mas já foi desautorizado em público pelo presidente. Sua presença futura na Esplanada dos Ministérios passou a ser incerta.

Paulo Uebel  tem uma das mais difíceis missões da transição. Economista ex-executivo  do Instituto Milleniun e do Lide – do ex-prefeito da capital paulista e governador eleito João Dórea -, o advogado é responsável pelas propostas de enxugamento dos ministérios. Nesta área, a ideia inicial eram 15 pastas, mas o próximo governo já admite entre 16 e 17 ministérios.

Com pós-doutorado pela Universidade de Chicago – onde Paulo Guedes estudou e formulou suas principais teorias -, Roberto Castello Branco é apontado como futuro presidente da Petrobrás.  Trabalha atualmente na Invepar, que atua em projetos de  mobilidade, mas já foi diretor da Vale e do Banco Central. Já Waldery Rodrigues Júnior é especialista em contas públicas e privatizações. Está cedido pelo governo Temer.

Coronel da reserva do Corpo de Bombeiros, Luiz Blumm trabalha nas áreas de Saúde e Educação. Integra o Grupo de Brasília, liderado pelo futuro ministro Augusto Heleno e com responsabilidade de formulação de pontos do programa de governo.  A equipe conta ainda como o tenente-coronel dos Bombeiros Paulo Roberto, que já atuou no gabinete de Bolsonaro na Câmara dos Deputados.
Bancada heterogênea

Há, em paralelo, um grupo mais heterogêneo, como teólogo, ambientalista e até um nomeado formado pela Academia Militar das Agulhas Negras, onde o capital reformado Jair Bolsonaro já estudou.  Trata-se de Eduardo Vieira Chaves, dedicado à área de Ciência e Tecnologia, onde atuará ao lado do já indicado ministro da área, Marcos Pontes.

Cientista Político e professor aposentado da UnB, Antônio Flávio Testa é próximo dos generais do grupo de Brasília, como Augusto Heleno. É cotado para a área de Esportes. O engenheiro civil Bruno de Castro Carvalho, por sua vez, pode continuar onde está. No governo Temer, é o titular da Secretaria do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), no qual – conforme as declarações até aqui – Jair Bolsonaro pretende mexer pouco.

Área política

Na área política, o empresário Gulliem Lemos é vice-presidente do PSL – partido do presidente eleito – e deputado federal eleito, mandato para o qual se candidatou com o nome de urna Julian Lemos. Deve prosseguir no parlamento, pois responde a denúncias de agressão a mulheres.  Coordenou a campanha presidencial no Nordeste, região onde o presidente eleito teve pior desempenho. Advogado pessoal de Bolsonaro, o presidente do PSL durante a corrida eleitoral Gustavo Bebianno é nome tido como certo no próximo ministério, mas a função ainda é desconhecida.

Marcos Aurélio Carvalho é sócio da AM4 Brasil Inteligência Digital, maior fornecedor da área de comunicação na campanha eleitoral. Vai cuidar desta área na transição. Não está confirmada nem descartada participação no governo. Já o gaúcho Pablo Tatim é indicado pelo governo Temer. Egresso da Secretaria Geral da Presidência, vai assessorar o coordenador geral da Transição, Onyx Lorenzoni.

Ismael Nobre é biólogo pela Universidade Federal de São Carlos, com doutorado pela Colorado State University. Participou do estudo Terceira Via Amazônica, que pretende definir uso econômico para recursos da floresta. Jonathas Assunção Castro é engenheiro com experiência nas áreas de Planejamento e Integração, com participação na obra da transposição do Rio São Francisco.

Engenheiro formado pelo Ita, Luciano Castro desenvolve o programa na área energética. Também engenheiro de origem, Sérgio Queiroz é doutor em Teologia e servidor de carreira da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Waldemar Gonçalves Ortunho Júnior é, além de coronel reformado, próximo do presidente eleito. É responsável por repassar as principais propostas a Bolsonaro.  (com  reportagem da BBC).

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