CASO SAMARCO:Espírito empreendedor aponta saída após tragédia
Enquanto a construção de novas casas e a reparação ambiental andam lentamente, ex-pescadores se revelam na piscicultura
Em 5 de novembro de 2015, o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco destruiu localidades na região da cidade de Mariana (MG). A lama se espalhou com força suficiente para matar 19 pessoas e contaminar todo o Rio Doce,até a foz com no Oceano Atlântico, já no Espírito Santo. Enquanto a reconstrução das casas em distritos atingidos- como na mineira Barra Longa - e a recuperação ambiental andam devagar três anos depois, o espírito empreendedor tem sido a solução para pescadores que viram o volume de peixes do rio desabar.
A tragédia de Mariana completa três anos hoje (5). Na ocasião, uma barragem da mineradora Samarco se rompeu liberando rejeitos de mineração no ambiente. No episódio, 19 pessoas morreram e comunidades foram destruídas. Houve também poluição da bacia do Rio Doce e devastação de vegetação. A ação criminal tramita na Justiça Federal de Ponte Nova (MG) desde novembro de 2016, quando foi aceita a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF).
O nível de contaminação no rio ainda é desconhecido, principalmente em relação às espécies que vivem no local. Pesquisadores de 24 universidades brasileiras ainda avaliam a contaminação real no Rio de Janeiro. A força-tarefa chamada Rio Doce Mar está recolhendo amostras de animais, água e lama no Espírito Santo e Sul da Bahia.
Apesar do impacto direto da lama no Rio Doce, outros mananciais foram prejudicados. Uma barragem impede a chega da lama na lagoa Juparanã, em Linhares (ES),mas os peixes escassearam. Espécies como tucunaré, tainha e robalo deixaram de ser pescado. A solução encontrada foi apostar na piscicultura.
Leoni Carlos é presidente de uma associação capixaba que representa 114 pescadores. Eles tiravam o sustento das suas famílias. Agora passaram a criar peixes em tanques. Leoni Carlos destaca que a categoria ainda está aprendendo como funciona a criação em cativeiro, mas está disposta a "não deixar a peteca cair".
O advogado Leonardo Amarante, que representa a Federação as Colônias de Pescadores no Espírito Santo e Minas Gerais, disse que ainda há muitas áreas afetadas. Ele representa 4.500 pescadores nos dois estados.Segundo Amarante, o programa de indenização dos pescadores começou em novembro de 2017, com uma média de 50 acordos mensais, mas esse rítmo diminuiu nos últimos dois meses.
Em 5 de novembro de 2015, o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco destruiu localidades na região da cidade de Mariana (MG). A lama se espalhou com força suficiente para matar 19 pessoas e contaminar todo o Rio Doce,até a foz com no Oceano Atlântico, já no Espírito Santo. Enquanto a reconstrução das casas em distritos atingidos- como na mineira Barra Longa - e a recuperação ambiental andam devagar três anos depois, o espírito empreendedor tem sido a solução para pescadores que viram o volume de peixes do rio desabar.
A tragédia de Mariana completa três anos hoje (5). Na ocasião, uma barragem da mineradora Samarco se rompeu liberando rejeitos de mineração no ambiente. No episódio, 19 pessoas morreram e comunidades foram destruídas. Houve também poluição da bacia do Rio Doce e devastação de vegetação. A ação criminal tramita na Justiça Federal de Ponte Nova (MG) desde novembro de 2016, quando foi aceita a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF).
O nível de contaminação no rio ainda é desconhecido, principalmente em relação às espécies que vivem no local. Pesquisadores de 24 universidades brasileiras ainda avaliam a contaminação real no Rio de Janeiro. A força-tarefa chamada Rio Doce Mar está recolhendo amostras de animais, água e lama no Espírito Santo e Sul da Bahia.
Apesar do impacto direto da lama no Rio Doce, outros mananciais foram prejudicados. Uma barragem impede a chega da lama na lagoa Juparanã, em Linhares (ES),mas os peixes escassearam. Espécies como tucunaré, tainha e robalo deixaram de ser pescado. A solução encontrada foi apostar na piscicultura.
Leoni Carlos é presidente de uma associação capixaba que representa 114 pescadores. Eles tiravam o sustento das suas famílias. Agora passaram a criar peixes em tanques. Leoni Carlos destaca que a categoria ainda está aprendendo como funciona a criação em cativeiro, mas está disposta a "não deixar a peteca cair".
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(com informações do G1 e da Agência Brasil)
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