CEPAL: Investimentos estrangeiros caíram 9,7% em 2017

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Retração no IED foi maior - com folga - do que a queda na América Latina, apurada pela Cepal 

O investimento estrangeiro direto caiu 9,7% em 2017 -  US$ 70,685 bilhões, volume US$ 7,5 bilhões menor do que em 2016. O percentual é bem maior do que a média da América Latina (3,6%), segundo números divulgados pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), da ONU.

Segundo o relatório da Cepal, considerando uma análise de médio prazo, a queda contínua do IED nos últimos oito anos pode ser explicada pelos menores preços dos produtos básicos de exportação, como as commodities agrícolas e minerais. Essa desvalorização reduziu significativamente os investimentos nas indústrias extrativas.


"O investimento estrangeiro direto depende, sobretudo, se vai haver ou não oportunidades de novos negócios, se vai haver rentabilidade das operações. E isso no Brasil há ainda uma grande incerteza", disse Alicia Bárcena, secretária executiva da Cepal. Além disso, o Brasil enfrenta um desafio adicional relacionado à questão fiscal.

Endividamento
Segundo Alicia, o Brasil é um dos países mais endividados da região, com um percentual de endividamento acima de 60% em relação ao PIB - atualmente pouco mais de 75%. “Para nós, uma dívida sustentável deveria estar abaixo dos 40% do PIB". Atualmente, a dívida bruta dos governos no Brasil ultrapassa a cifra dos R$ 5 trilhões.

Enquanto em 2016 a grande maioria dos países da região registraram quedas nas entradas de IED, em 2017 os investimentos estrangeiros diretos subiram na maioria deles, mas o recuo na média geral se deu por causa das quedas no Chile (-48%) e no México (-8,8%), além do próprio Brasil (-9,7%).
Na contramão entre as principais economias da região, a Argentina registrou ampliação de investimento direto em 253%, entre 2016 e 2017, somando uma corrente de investimentos de mais de US$ 11,5 bilhões. (com informações da Agência Brasil)

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