CRÉDITO: Com Selic a 6,5%, juros na ponta ainda demoram a cair
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Neste cenário, o Copom vai definir a Selic na próxima semana. A tendência é mantê-la nos 6,5% ao ano
Com taxa básica de juros do país no menor nível histórico, os juros do crédito ao consumidor caem em ritmo lento. Iniciado em outubro de 2016, o ciclo de cortes do Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic de 14,25% para 6,5% ao ano - queda de 54,4%. Enquanto isso, a taxa média de juros para as famílias caiu 23,6%, ao passar de 74,33% ao ano para 56,79% ao ano, em abril de 2018.
A taxa do cheque especial, uma das modalidades de crédito mais caras, passou de 328,52% para 320,96% ao ano.Neste cenário, o Copom vai definir a Selic na próxima semana. A tendência é mantê-la nos 6,5% ao ano.
No mais recente Relatório de Econômica Bancária, o Banco Central explicou que a Selic afeta os juros do crédito por meio de seu efeito no custo de captação, que é o custo que as instituições têm para conseguir dinheiro. “Entretanto, o custo de captação é uma média de diversas taxas de captação, que possuem maior ou menor ligação com a taxa Selic”, alega o BC.
O diretor executivos de estudos e pesquisas da Associação Nacional dos Executivos em Finanças (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, atribui à concentração bancária a dificuldade em reduzir os juros mais rapidamente para o consumidor. O executivo destaca que houve muitas incorporações de bancos nos últimos anos, reduzindo o número de participantes no mercado. Ele cita também outros fatores, como baixa oferta de crédito, carga tributária alta e os depósitos compulsórios (recursos que os bancos são obrigados a deixar depositados no BC).
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Neste cenário, o Copom vai definir a Selic na próxima semana. A tendência é mantê-la nos 6,5% ao ano
Com taxa básica de juros do país no menor nível histórico, os juros do crédito ao consumidor caem em ritmo lento. Iniciado em outubro de 2016, o ciclo de cortes do Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic de 14,25% para 6,5% ao ano - queda de 54,4%. Enquanto isso, a taxa média de juros para as famílias caiu 23,6%, ao passar de 74,33% ao ano para 56,79% ao ano, em abril de 2018.
A taxa do cheque especial, uma das modalidades de crédito mais caras, passou de 328,52% para 320,96% ao ano.Neste cenário, o Copom vai definir a Selic na próxima semana. A tendência é mantê-la nos 6,5% ao ano.
No mais recente Relatório de Econômica Bancária, o Banco Central explicou que a Selic afeta os juros do crédito por meio de seu efeito no custo de captação, que é o custo que as instituições têm para conseguir dinheiro. “Entretanto, o custo de captação é uma média de diversas taxas de captação, que possuem maior ou menor ligação com a taxa Selic”, alega o BC.
O diretor executivos de estudos e pesquisas da Associação Nacional dos Executivos em Finanças (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, atribui à concentração bancária a dificuldade em reduzir os juros mais rapidamente para o consumidor. O executivo destaca que houve muitas incorporações de bancos nos últimos anos, reduzindo o número de participantes no mercado. Ele cita também outros fatores, como baixa oferta de crédito, carga tributária alta e os depósitos compulsórios (recursos que os bancos são obrigados a deixar depositados no BC).
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