INDÚSTRIA Incertezas dificultam recuperação da economia, diz CNI

Entidade espera PIB médio de 2,6% este ano e de 3% no segmento industrial, bem como alta dos investimentos de 4%

Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,6%,  PIB industrial com expansão de 3%, alta dos investimentos de 4%. Essas são algumas previsões da Confederação Nacional da Indústria, de acordo o relatório Informe Conjuntural do primeiro trimestre, divulgado nesta sexta-feira (12). A taxa média de desemprego deverá ficar em 11,8%, com o consumo das famílias ficando em 2,8%.

No relatório, a entidade destaca que, mesmo com o cenário externo favorável, a queda da inflação e a redução dos juros, o ritmo de recuperação da economia é moderado e o país não conseguirá recuperar as perdas causadas pela recessão no médio prazo. "Mesmo com o crescimento de 1% do PIB em 2017, ainda estamos com renda per capita 8,2% menor do que em 2014 e a produção industrial, no início de 2018, situa-se ainda 14% abaixo do seu pico observado em 2013", diz o estudo.

Na avaliação da CNI, a principal causa da fraca reação da economia é a indefinição sobre o ajuste permanente das contas públicas. Além do adiamento da reforma da Previdência, a falta de definição do quadro eleitoral é outra fonte de incertezas sobre o ajuste fiscal.

O déficit primário do setor público deve alcançar R$ 152,7 bilhões, o equivalente a 2,19% do PIB. "Apesar de estar abaixo da meta de R$ 161,3 bilhões fixada para este ano, o déficit será maior do que os R$ 110,6 bilhões registrados em 2017", afirma o relatório. A dívida pública atingirá 73,7% do PIB.

Já no saldo comercial, a previsão da CNI é que o país terá um superávit comercial de US$ 58 bilhões neste ano, resultado de exportações de US$ 230 bilhões e importações de US$ 172 bilhões.

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