PIB: Alta de 1% em 2017 faz analistas apostarem em 2018 melhor


Comércio, por exemplo, repôs 1,8 ponto dos 13,8 pontos perdidos nos dois anos de recessão. Confederação projeta alta de 2,8% agora

O aumento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 mostra a retomada do crescimento da economia do país, segundo especialistas. Em relação ao comércio, o chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fábio Bentes, avalia que a alta de 1,8% do setor no ano anterior aponta para o início da recuperação dos prejuízos com a crise. “Se olhar pela ótica do PIB, em 2015 e 2016, a riqueza do PIB do comércio encolheu 13,8%. Agora, a gente repôs 1,8%”.

O economista da confederação concorda que a taxa de investimentos menor em 2017 preocupa. “Se a gente continuar tendo mais consumo e menos investimento, o que vai sair daí é uma inflação maior e, aí, a gente é obrigado a abortar não só o crescimento, como abortar o próprio crescimento do consumo”. Para este ano, a CNC trabalha com a perspectiva de expansão do PIB de 2,8%, impulsionada pela inflação e taxas de juros baixas e eventual alta na geração de empregos.


No caso da indústria, o economista Marcelo Azevedo, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), afirma que o crescimento deve ocorrer em 2018, mas não em ritmo exuberante. “Não vai se conseguir, já neste ano, recuperar tudo o que foi perdido, mas a gente acredita na continuidade da recuperação neste ano, sim”. O setor fechou 2017 sem registrar crescimento - em estabilidade, com peso grande da construção, que teve queda de 5%.

A  indústria é uma das apostas do presidente da República, Michel Temer, que também comentou o resultado do PIB no ano passado, revelado nesta quinta-feira (1º) pelo IBGE. "De seis meses pra cá, a indústria tem se recuperado, o varejo tem vendido enormemente. E, ao mesmo tempo, não descuidamos dos programas sociais", afirmou.

Para o ministro do Planejamento,  Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, o desempenho de 2017 e reforça as estimativas de crescimento econômico de 3% para este ano. “O crescimento do PIB reflete a melhora das condições econômicas do Brasil e reforça o resultado positivo das políticas adotadas pelo governo", afirmou Oliveira. Com expansão de 0,1% no último trimestre, o Brasil fechou o ano passado com alta em todos os quatro períodos.

O ministro do Planejamento atribuiu a recuperação, em grande parte, à implementação de diversas reformas, como a trabalhista, a instituição do teto dos gastos públicos e a substituição da TJLP pela TLP, além da estabilização da economia, controle da inflação e redução de juros.“Esse conjunto de ações levou a economia a sair da maior recessão da história para um crescimento de 1% esse ano”, comemorou Dyogo Oliveira.

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