TRIBUTOS: Carga sobre material escolar se aproxima de 50%

Dado é da Associação Comercial de São Paulo, uma das autoras do impostometro - monitoramento segundo o qual até aqui o Brasileiro já pagou R$ 300,4 bilhões em tributos


Até a manhã deste sábado, brasileiro já pagou R$ 300,4 bi em tributos somente este ano. O dado é do monitor Impostômetro. Um dos vilões desta "carga pesada" é uma preocpação de pais e mães de família todo começo de ano: material escolar. A tributação neste produto pode chegar a 50%, segundo a Associação Comercial de São Paulo, uma das entidades responsáveis pelo impostômetro.

 É o caso da caneta: 49,95% do preço final são impostos. Também chamam a atenção as tributações da régua (44,65%) e da agenda escolar (43,19%).  Para as aulas de educação artística, comprar tesoura (43,54%), cola branca ou bastão (42,71%), papel pardo (34,99%), sulfite (37,77%), lápis de cor (34,99%), tinta plástica (36,22%) e tinta guache (36,13%) pesa ainda mais no bolso por conta dos altos impostos embutidos sobre os preços.

Nem os itens mais básicos escapam: apontador e borracha têm 39,29%; caderno e lápis têm 34,99%. A menor tributação foi registrada nos livros escolares, com 15,52%. “São alíquotas muito altas para produtos imprescindíveis, que não podem faltar em sala de aula”, lamenta Marcel Solimeo, superintendente institucional da ACSP.

“Os percentuais de tributos sobre os materiais escolares deveriam ser menores já que são indispensáveis para o aprendizado e desenvolvimento das crianças e jovens. Infelizmente, o alto custo dos produtos é um dos fatores que podem dificultar o acesso destes brasileiros à educação”,  completa o presidente executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, João Eloi Olenike. O IBPT também é autor do impostômetro.

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