SEGURANÇA RIO: Velha fórmula de criar ministérios de volta
Outra possibilidade, a intervenção federal na Segurança, poderá implicar em novo atraso na reforma da Previdência
Em reunião com ministros e com o governador Luiz Fernando Pezão, o presidente Michel Temer deu andamento em duas medidas. A primeira, uma intervenção na Segurança no estado fluminense. Com isso, as polícias Militar e Civil seriam comandadas por um general do Exército. A segunda é meramente burocrática: a criação do Ministério da Segurança Pública.
A questão do policiamento ostensivo é, constitucionalmente, uma responsabilidade dos governos estaduais. Ainda assim, terá um ministério para chamar de seu. Conheço pouco de policiamento. Mas pelo que ouvi em conversas e entrevistas, estou certo de que o agente de segurança ostensiva tem atuação similar a do repórter: tem que estar na rua. É lá que sua função social é exercida com mais efetividade.
Quanto a intervenção, não me parece clara a necessidade da medida, que poderá implicar em novo atraso na reforma da Previdência. O período de intervenção federal impede mudanças na Constituição. Mas, estamos falando de vidas humanas em risco. É prioridade.
Mas não estou convencido de que a mudança possa surtir efeitos positivos. Primeiro, pela principal crítica feita a atuação das forças armadas em área urbana. O treinamento militar é focado na destruição das tropas alheias, e não na garantia da ordem.
Com Exército, Polícias Federal e Civil e PM atuando lado-a-lado esse problema é diminuído. Outro ponto: o Rio de Janeiro já foi sede de Copa do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros Carnavais. Enfrentou-se até ameaça do terrorismo e, nestes períodos, mesmo com a presença de forças federais, esta intervenção não ocorreu. Isto, já no período em que o governo estadual fluminense se apresentou sem rumo. Por que agora ela poderá ser a solução? (Adriano Villela, com informações da TV Globo).
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A questão do policiamento ostensivo é, constitucionalmente, uma responsabilidade dos governos estaduais. Ainda assim, terá um ministério para chamar de seu. Conheço pouco de policiamento. Mas pelo que ouvi em conversas e entrevistas, estou certo de que o agente de segurança ostensiva tem atuação similar a do repórter: tem que estar na rua. É lá que sua função social é exercida com mais efetividade.
Quanto a intervenção, não me parece clara a necessidade da medida, que poderá implicar em novo atraso na reforma da Previdência. O período de intervenção federal impede mudanças na Constituição. Mas, estamos falando de vidas humanas em risco. É prioridade.
Mas não estou convencido de que a mudança possa surtir efeitos positivos. Primeiro, pela principal crítica feita a atuação das forças armadas em área urbana. O treinamento militar é focado na destruição das tropas alheias, e não na garantia da ordem.
Com Exército, Polícias Federal e Civil e PM atuando lado-a-lado esse problema é diminuído. Outro ponto: o Rio de Janeiro já foi sede de Copa do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros Carnavais. Enfrentou-se até ameaça do terrorismo e, nestes períodos, mesmo com a presença de forças federais, esta intervenção não ocorreu. Isto, já no período em que o governo estadual fluminense se apresentou sem rumo. Por que agora ela poderá ser a solução? (Adriano Villela, com informações da TV Globo).
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