BRASIL: Entidade projeta elevação de 11,7% nas importações e 1,1% nas exportações
Com US$ 218 bi em vendas aos outros países e US$ 168 bi de compra, país deve registrar no próximo ano saldo de US$ 50 bilhões
Na primeira previsão para a balança comercial de 2018, divulgada nesta quinta-feira (14) no Rio de Janeiro, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) estimou que as exportações alcançarão US$ 218,966 bilhões, alta de 1,1% em comparação aos US$ 216,462 bilhões esperados este ano. As importações ficarão em US$ 168,625 bilhões -elevação de 11,7% sobre os US$ 150,995 bilhões projetados para 2017. Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da AEB, José Augusto de Castro, analisou que o saldo maior de 2017 foi um ponto fora da curva.
“(No) ano que vem nós temos a expectativa de que, com a retomada do crescimento econômico interno, vai haver maior demanda por produtos importados”. Castro lembrou que o IBGE já anunciou que haverá uma quebra na safra de soja e de milho, itens que têm um peso grande na pauta de vendas para outros países.
Na exportação de produtos básicos em 2018, a previsão é de queda de 1,5%, sem incluir eventuais variações da cotação das commodities no mercado internacional. Não há previsão de explosão de preços. “O que nós temos certeza é de quebra de safra”. Castro também afirmou que há previsão de um crescimento marginalizado na exportação de alguns itens.
Já os produtos manufaturados projetam expansão de 4,3%, em função da Argentina, cujo PIB tem alta prevista de 4% em 2018, o que vai demandar mais produtos importados e favorece o Brasil. José Augusto de Castro disse que o quadro político e econômico interno vai afetar a balança comercial. “Nós vamos ter muitos altos e baixos durante o ano e o câmbio vai oscilar bastante”.
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