MACROECONOMIA: Presidente do Cofecon defende mudança na política fiscal
Em Congresso Brasileiro de Economia, Miragaya criticou vulnerabilidade internacional e corte de investimentos: "não vai a lugar nenhum"
O presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Júlio Miragaya, avaliou nesta quinta-feira (7) como positivo a redução da taxa básica de juros, Selic. Na quarta-feira (6), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a redução para 8,25%. Foi a oitava queda seguida, levando a Selic para seu menor nível desde 2013.
Durante o 22º Congresso Brasileiro de Economia, evento organizado pelo Cofecon, Júlio Miragaya disse que a queda era esperada. O presidente do conselho defendeu mudanças na política fiscal. "Ficar só cortando investimentos, não leva a lugar nenhum. A atividade econômica retrai e a arrecadação cai. Na crise de 2008, o déficit público dos Estados Unidos chegou a US$ 1 trilhão porque lá eles injetaram dinheiro público na economia para recuperar atividade".
Supreendentemente, Miragaya também criticou o câmbio flutuante. "Não é do interesse nacional. Ficamos muito vulneráveis ao capital internacional e aos fluxos especulativos e, quando temos uma depreciação da nossa moeda, é mortal para a nossa indústria", avaliou.
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