SERVIÇOS: CNC projeta alta de 0,7% em 2018


Último setor a entrar e a sair da crise, recuperação será lenta e dependerá do consumo das famílias e das atividades de transportes, aponta confederação 

Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o setor de serviços deve crescer 0,7% este ano. O setor foi o último a entrar na crise recessiva iniciada em 2015 e tende a ser o último a sair. Para a entidade, a perspectiva de alta este ano é resultante da fraca base comparativa de 2017, associada à expectativa de maior crescimento econômico, a queda dos juros na ponta e a esperada reação do emprego.


Apesar da perspectiva de voltar a crescer, as incertezas que, naturalmente, derivam do quadro eleitoral deste ano não deverão permitir que os investimentos alavanquem a capacidade de geração de receitas do setor de forma intensa neste ano.

Em 2017 - O setor de serviços encerrou 2017 com queda de 2,8% no volume de receitas, na comparação com ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta sexta-feira (16), pelo IBGE. Com esse resultado, o setor, que havia registrado queda recorde no faturamento real no ano passado (-5,0%), acumulou perda de 11,8% nos três últimos anos. A última vez que o volume de receitas de serviços avançou foi em 2014 (+2,5%).

“Embora, do ponto de vista dos preços, o setor de serviços tenha registrado em 2017 sua menor inflação anual, de +4,5%, desde o ano 2000, quando houve registro de +3,1%, o fraco desempenho das atividades voltadas para os investimentos prolongou a recessão no setor terciário”, explica Fabio Bentes, economista da CNC.

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