ROMBO FISCAL: Acordo do diesel diminui folga da meta para R$ 1,8 bi

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Os novos gastos decorrem das negociações para encerrar greve de caminhoneiros, em maio. Aperto do limite acontece em julho, com mais cinco meses de execução do orçamento

Orçada em R$ 9,6 bilhões, a política de subsídios para o óleo diesel fez a folga da meta fiscal cair para R$ 1,8 bilhão neste ano. A informação foi dada pelo o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, durante a divulgação do Relatório de Receitas e Despesas.O Orçamento para este ano autoriza como  meta de déficit primário de até R$ 159 bilhões para o governo federal.

“A folga anterior [de mais de R$ 6 bilhões] foi totalmente usada para custear a redução do preço do diesel. Sem os efeitos da medida provisória, hoje teríamos uma folga em torno de R$ 8 bilhões“, esclareceu o ministro do Planejamento, Esteves Colnago.

Quanto ao teto federal de gastos, a folga para o cumprimento do limite em 2018 aumentou de R$ 471,4 milhões para R$ 666,6 milhões. A ampliação do espaço fiscal foi possível graças ao cancelamento de despesas, principalmente de subsídios e subvenções.

O novo relatório aumentou em R$ 11,625 bilhões a estimativa de receita total para este ano. Segundo a secretária executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, a maior parte dessa alta (R$ 7,36 bilhões) corresponde à revisão das receitas com exploração de recursos naturais, principalmente royalties do petróleo.

Nos gastos,  a Previdência Social e o custo da redução do preço do diesel fizeram a equipe econômica reajustar em R$ 7,546 bilhões a previsão de despesas para este ano. (da Abr, editado)

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