CAMINHONEIROS: No terceiro dia, protestos ampliam risco de desabastecimento
Em Brasília, governo e caminhoneiros têm encontro. Solução via zerar Cide dos combustíveis, porém, ainda rende polêmica
A paralisação nacional dos caminhoneiros autônomos, convocada na segunda-feira (21) pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), continua nesta quarta-feira (23). O terceiro dia de protestos, além de afetar exportações, ampliam riscos de desabastecimento e perda dos produtores.
Em São Paulo, onde fica o maior porto do país (Santos), a associação de supermercados já relata falta de alguns produtos, principalmente frutas, verduras e leguminosas.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, os estados com mais pontos de manifestações nas rodovias federais são Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina.
No Paraná, existem no momento 40 locais de manifestação, entre os quais destacam-se o km 6 da BR-277, em Paranaguá (cidade onde fica o segundo maior porto do país; o Km 502 da BR-376, em Ponta Grossa, e o km 79 da BR-369, perto de Santa Mariana. Segundo a PRF, em nenhum desses pontos, ocorre bloqueio da rodovia. Em Minas Gerais também há 40 pontos de manifestações e, em Santa Catarina, 35.
Caminhoneiros protestam contra elevação no preço do diesel na rodovia BR-040, em Duque de Caxias. Na Bahia e em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia e Rio de Janeiro, também é grande a mobilização de caminhoneiros nas estradas federais.
Nesta tarde, a paralisação dos caminhoneiros será discutida em reunião no Palácio do Planalto, entre o governo federal e a categoria profissional. As negociações trilham o caminho de se zerar, por decreto, a alíquota da Cide dos combustíveis. Mas o tema está longe de ser pacífico. No Congresso, parlamentares querem ampliar a medida por parte da cobrança em outros tributos, como PIS e Cofins.
Já os prefeitos, que estão reunidos em Brasília, querem uma compensação pela perda de arrecadação com fim da Cide.De acordo com o presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkosky, estados e municípios recebem 30% da arrecadação da contribuição.
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