ACORDO CAMINHONEIROS: Redução do preço do diesel custará R$ 9,5 bi este ano

Ministro da Fazenda garantiu que medida foi no limite mas dentro da responsabilidade fiscal. Especialistas destacam impacto para 2019 em diante 

O custo da redução do preço do diesel acordada com os caminhoneiros deve custar, em termos fiscais, em R$ 9,5 bilhões somente este ano. O cálculo é do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Segundo o gestor, o governo chegou ao “limite” do que pode conceder com a medida. Na bomba, o desconto deve ficar em R$ 0,46 por litro. Entretanto, segundo declarou ao Bom Dia Brasil, da TV Globo, a concessão está dentro da responsabilidade com a meta fiscal - de R$ 159 bilhões de déficit.

Reduções de tributos e subsídios, contudo, trazem impacto para 2019 em diante. A avaliação é de especialistas ouvidos pela Agência Brasil. Vale ressaltar que - segundo previsão do governo - a partir do próximo ano será mais difícil cumprir a regra de ouro, que impede o endividamento para custeio da máquina pública.

Segundo os economistas, os investidores interpretaram as mudanças temporárias na política de preços da Petrobras como intervencionismo, o que levou às ações da companhia a cair quase 15% nos últimos dias. As consequências, no entanto, podem ir além do mercado financeiro e atingir a economia real, inclusive as taxas de inflação e os juros.

“O preço dos alimentos disparou. Os combustíveis aumentaram significativamente nestes dias, e o custo será repassado para os demais preços da economia lá na frente, num efeito cascata”, diz a professora de economia Virene Matesco, da Fundação Getulio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro. Segundo ela, o governo deveria ter exigido o fim da greve antes de atender as reivindicações dos caminhoneiros.

Professor do Ibmec do Rio de Janeiro e economista da Órama Investimentos, Alexandre Espírito Santo diz que o problema maior vai ficar para 2019. “O próximo governo terá uma dor de cabeça a mais. Cada gasto adicional este ano complicará o cumprimento do teto de gastos no próximo. Se o próximo governo não fizer minimamente as reformas da Previdência e tributária, vai ter shutdown [interrupção] em muitos ministérios no próximo ano”, adverte.

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