PRIVATIZAÇÕES: Crise dos combustíveis aumenta risco para Eletrobras
Durante a semana, o Ministério do Planejamento já admitia um atraso, ao retirar do orçamento deste ano a previsão de receita desta transação
A crise com a greve dos caminhoneiros e o desabastecimentos trava os planos de privatização da Eletrobras, ainda mais depois de o Congresso não votar uma medida provisória fundamental para processo, disseram especialistas à Reuters. Vale destacar: no relatório de Receitas e Despesas divulgado nesta semana, o Ministério do Planejamento já havia retirado a previsão de receitas com a venda da estatal no orçamento este ano.
As ações da estatal acumulam queda de cerca de 17% desde o anúncio do Congresso de que a MP 814 não seria levada à votação. A matéria promovia alterações legislativas para retirar passivos bilionários de seis deficitárias distribuidoras de energia que a Eletrobras pretendia vender até o final de julho.
“A gente vê o governo tentando ‘apagar o incêndio’ de todo jeito com essa questão dos combustíveis... no Congresso também os parlamentares tentando avançar nessa questão de forma mais latente, porque é algo do dia a dia das pessoas. De certa forma, realmente, a Eletrobras hoje não está em primeiro plano”, disse o analista político da XP Investimentos, Erich Decat.
A visão é compartilhada pelo especialista em energia do escritório Demarest Advogados, Raphael Gomes.“A questão dos combustíveis vai mudar o foco, até pelo interesse político da questão... o Congresso está sendo pressionado... por mais que eu ache temerário... o risco (de a privatização não sair em 2018) existe, sim”, afirmou.
O consultor João Carlos Mello, da Thymos Energia, também sentiu uma tensão nos possíveis compradores das distribuidoras. Ele avalia que cerca de dez grupos estavam analisando a possibilidade de disputar a licitação das empresas, que operam no Norte e Nordeste. ( a reportagem é da Reuters Brasil, adaptada)
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A crise com a greve dos caminhoneiros e o desabastecimentos trava os planos de privatização da Eletrobras, ainda mais depois de o Congresso não votar uma medida provisória fundamental para processo, disseram especialistas à Reuters. Vale destacar: no relatório de Receitas e Despesas divulgado nesta semana, o Ministério do Planejamento já havia retirado a previsão de receitas com a venda da estatal no orçamento este ano.
As ações da estatal acumulam queda de cerca de 17% desde o anúncio do Congresso de que a MP 814 não seria levada à votação. A matéria promovia alterações legislativas para retirar passivos bilionários de seis deficitárias distribuidoras de energia que a Eletrobras pretendia vender até o final de julho.
“A gente vê o governo tentando ‘apagar o incêndio’ de todo jeito com essa questão dos combustíveis... no Congresso também os parlamentares tentando avançar nessa questão de forma mais latente, porque é algo do dia a dia das pessoas. De certa forma, realmente, a Eletrobras hoje não está em primeiro plano”, disse o analista político da XP Investimentos, Erich Decat.
A visão é compartilhada pelo especialista em energia do escritório Demarest Advogados, Raphael Gomes.“A questão dos combustíveis vai mudar o foco, até pelo interesse político da questão... o Congresso está sendo pressionado... por mais que eu ache temerário... o risco (de a privatização não sair em 2018) existe, sim”, afirmou.
O consultor João Carlos Mello, da Thymos Energia, também sentiu uma tensão nos possíveis compradores das distribuidoras. Ele avalia que cerca de dez grupos estavam analisando a possibilidade de disputar a licitação das empresas, que operam no Norte e Nordeste. ( a reportagem é da Reuters Brasil, adaptada)
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