PETROBRÁS: Analistas vêem sinal positivo na indicação de Castello Branco

Presidente e vice-presidente eleitos confirmam proposta de privatizar partes da petrolífera, mas núcleo de prospecção seria preservado

Embora ainda dependa de um (provável) aval do Conselho de Administração, a escolha do  economista Roberto Castello Branco para a presidência da Petrobras foi por analistas como um sinal positivo. O ponto principal seria o conhecimento para uma gestão da política de preços de combustíveis equilibrada.

A mudança na direção foi interpretada também como uma opção mais desestatizante, o que não foi negada nem pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, nem pelo vice eleito, Hamilton Mourão. Segundo Bolsonaro, apenas partes da companhia irão ser alienadas.

Mourão, por sua vez, garantiu que a "inteligência" - o conhecimento acumulado na prospecção - será mantido sob controle da União. O vice-presidente eleito foi o responsável por conhecer a situação atual da companhia dentro dos trabalhos de transição de governos. Os setores-alvo do desinvestimentos seriam refino e distribuição, incluindo ativos já cogitados na atual gestão, como a BR Distribuidora e a baiana Refinaria Landulpho Alves, em Mataripe (Rlam).

Nome conhecido
 Pedro Galdi, da Mirae Asset, destaca que Castello Branco “É um nome conhecido no mercado financeiro, com uma carreira importante”, sobretudo por sua atuação na Vale. Para o executivo, o novo presidente da Petrobras tende a continuar com uma fórmula de preços que não necessariamente seja o reajuste diário dos combustíveis, mas que permita a equalização com as cotações internacionais.

“Castello Branco tem tudo pra fazer um ótimo trabalho. Não vejo risco de intervenções governamentais na política de preços, como já ocorreu no passado”, afirmou o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, que teve o nome cotado para o Ministério de Minas e Energia. Pires, contudo, nega ter recebido o convite.

Para Alexandre Póvoa, sócio-fundador da Canepa Asset, o mercado tende a prestar atenção em como deve se portar o governo na questão do subsídio ao preço do diesel. “É preciso esperar para ver como vai ser o desarme do subsídio ao diesel para entender se haverá reação, como houve na greve dos caminhoneiros. É um tema politicamente difícil”, disse. (com informações do Estadão e da Reuters)

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