TRANSIÇÃO: Fusões especuladas durante a campanha são enfrentadas
Já com relação a atual proposta de reforma da Previdência, os dois governos defendem a votação agora, mas nem quem está saindo nem quem vai chegar lidera a articulação no Congresso
Salvo nova informação em contrário, a transição entre os governos Michel Temer e o do presidente eleito, Jair Bolsonaro, começa oficialmente nesta quarta-feira (31). Futuro ministro da Casa Civil, o deputado Onyx Lorenzoni têm reunião com o atual ocupante do cargo, Eliseu Padilha, e entrega os primeiros indicados para receberem as informações atuais da União. Para o público e à mídia, poucos anúncios foram oficializados.
Nesta terça-feira, após a primeira reunião do presidente eleito com auxiliares próximos, foi revelado que o governo Jair Bolsonaro terá entre 15 a 17 ministérios. Ventilada durante a campanha e descartada em entrevistas, duas fusões foram confirmadas. Indústria, Comércio Exterior e Serviços será integrada a Fazenda e Planejamento na pasta da Economia. Já Agricultura e Meio Ambiente ficarão sob o mesmo órgão. Há um escolhido para a Educição (não divulgado), mas dúvidas para a saúde.
Segundo o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, a meta é reverter a tendência de desindustrialização, garantindo que o fomento ao setor falará "a mesma língua" que incentivos vindos da Fazenda e investimentos aportados pelo Planejamento, área responsável pelo orçamento. Mesmo pensando outro formato para a Previdência, Paulo Guedes defende a votação da reforma proposta pela gestão atual. O problema é que nem o presidente que está saindo nem quem vai chegar lidera a articulação na Câmara para levar a matéria à votação.
Jair Bolsonaro pretende embarcar para Brasília na terça-feira (6), tendo como primeiro compromisso uma audiência com Temer. Em seguida, pretende falar com o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli. Nos bastidores, o presidente eleito deve contatar com dois nomes especualdos para seu ministério. O juíz responsável pela Lava Jato, Sérgio Moro, foi defendido pelo próprio Bolsonaro em entrevista à Rede Globo e respondeu que avaliaria aceitar o Ministério da Justiça, caso fosse oficialmente convidado. Já o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, teve sua permanência defendida por Guedes, futuro chefe do poderoso ministério da Economia (Adriano Villela, com informações do G1 e da UOL)
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