POLÍTICA: Seja quem for o eleito, presidente terá dificuldades no Congresso
PT e PSL, partidos dos presidenciáveis que passaram ao segundo turno, são as maiores bancadas na Câmara, mas representam apenas 10% do legislativo
Em 28 de outubro, o eleitor brasileiro vai escolher entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) para assumir a presidência da república de 2019 e 2022. Como nenhum dos dois fez uma grande coligação, tudo indica que seja quem for o eleito, terá que mostrar muita sensibilidade política na relação com o Congresso. Partidos dos presidenciáveis, PT e PSL têm as maiores bancadas (56 e 52 deputados, mas representam apenas 10% do legislativo.
A Câmara dos Deputados passará dos atuais 25 partidos representados para 30. No Senado Federal, o crescimento é de 15 a 20 legendas. Das 54 vagas recentemente disputadas no Senado, 46 serão ocupadas por novos parlamentares. Das legendas com assento na Câmara, 14 não cumpriram os limites da cláusula de barreira e podem, ou não, se fundir em novas legendas.
Mais do que isso, a sucessão nos estados trouxe novos nomes e um perfil diferente do parlamentar. Um exemplo baiano: o deputado estadual Pastor Sargento Estadual foi o mais votado para a Câmara Federal. Mesmo com sua passagem pela Assembleia Legislativa, é difícil prevê como será sua atuação frente a temas como as reformas tributária e previdenciária.“A alta fragmentação também deve condicionar os ritos das negociações, de modo a aumentar os custos para o Executivo”, afirmou à Agência Brasil o sociólogo Pedro Célio Borges, da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG).
É possível, mas apostar em certezas neste cenário não me parece o melhor caminho.Partidos tradicionais, ao lado de vícios conhecidos, têm agendas mais claras. O próximo presidente vai ter que perceber nas entrelinhas qual a tendência de siglas como Podemos, Patriotas, Avante.
O conhecido fisiologismo é uma possibilidade forte, embora choque com o discurso dos dois presidenciáveis e também com a prática, pois nenhum dos dois cresceu sob uma aliança ampla. A situação fiscal pode exigir novos métodos. A negociação tende a ser mais no varejo e, inicialmente, no escuro, o que vai exigir ainda mais habilidade do futuro ocupante do Palácio da Alvorada. (Adriano Villela, com informações da Abr).
confira nossa Fanpage
https://m.facebook.com/ariagcomunicacao/
twitter: @aricomunicacao
Em 28 de outubro, o eleitor brasileiro vai escolher entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) para assumir a presidência da república de 2019 e 2022. Como nenhum dos dois fez uma grande coligação, tudo indica que seja quem for o eleito, terá que mostrar muita sensibilidade política na relação com o Congresso. Partidos dos presidenciáveis, PT e PSL têm as maiores bancadas (56 e 52 deputados, mas representam apenas 10% do legislativo.
A Câmara dos Deputados passará dos atuais 25 partidos representados para 30. No Senado Federal, o crescimento é de 15 a 20 legendas. Das 54 vagas recentemente disputadas no Senado, 46 serão ocupadas por novos parlamentares. Das legendas com assento na Câmara, 14 não cumpriram os limites da cláusula de barreira e podem, ou não, se fundir em novas legendas.
Mais do que isso, a sucessão nos estados trouxe novos nomes e um perfil diferente do parlamentar. Um exemplo baiano: o deputado estadual Pastor Sargento Estadual foi o mais votado para a Câmara Federal. Mesmo com sua passagem pela Assembleia Legislativa, é difícil prevê como será sua atuação frente a temas como as reformas tributária e previdenciária.“A alta fragmentação também deve condicionar os ritos das negociações, de modo a aumentar os custos para o Executivo”, afirmou à Agência Brasil o sociólogo Pedro Célio Borges, da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG).
É possível, mas apostar em certezas neste cenário não me parece o melhor caminho.Partidos tradicionais, ao lado de vícios conhecidos, têm agendas mais claras. O próximo presidente vai ter que perceber nas entrelinhas qual a tendência de siglas como Podemos, Patriotas, Avante.
O conhecido fisiologismo é uma possibilidade forte, embora choque com o discurso dos dois presidenciáveis e também com a prática, pois nenhum dos dois cresceu sob uma aliança ampla. A situação fiscal pode exigir novos métodos. A negociação tende a ser mais no varejo e, inicialmente, no escuro, o que vai exigir ainda mais habilidade do futuro ocupante do Palácio da Alvorada. (Adriano Villela, com informações da Abr).
confira nossa Fanpage
https://m.facebook.com/ariagcomunicacao/
twitter: @aricomunicacao
Comentários
Postar um comentário