CAGED: Criadas 9 mil vagas em junho e 67 mil no semestre
Mês passado registrou terceira alta mensal seguida, mas desempenho ainda é fraco em comparação aos 749 mil postos perdidos no intervalo de 12 meses
O Brasil fechou o mês de junho com novo saldo positivo na criação de empregos. Foram abertos 9.821 postos de trabalho, em todo o país – uma variação de +0,03% em relação ao estoque do mês anterior. Esta foi a terceira expansão consecutiva e a quarta registrada este ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Ministério do Trabalho, em Brasília. Desempenho ainda é fraco em comparação aos 749 mil postos perdidos no intervalo de 12 meses
O resultado de junho reflete a diferença entre 1.181.930 admissões e 1.172.109 desligamentos. No acumulado de 2017, o crescimento chega a 67.358 vagas abertas, representando expansão de 0,18% em relação ao estoque de dezembro de 2016. Em igual período de 2016, o saldo foi negativo em -531.765.
Na comparação entre o saldo positivo de junho de 2017 (+9.821 postos) com o mesmo mês do ano passado (-91.032 postos) e de 2015 (-11.199 postos), a recuperação do mercado de trabalho se mostra significativa, frisa o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. “São números que nos dão a certeza de que, depois de dois anos de saldos negativos, o Brasil está voltando aos trilhos do crescimento, com a abertura de novas vagas para os trabalhadores”.
Destaques
O saldo positivo de junho foi impulsionado pela Agropecuária (com 36.827 novos postos) e a Administração Pública, que fechou o mês com a criação de 704 novas vagas de emprego (+0,08%). Já os demais setores apresentaram redução: Construção Civil, com -8.963 postos (-0,40%), Indústria de Transformação, com -7.887 postos (-0,11%), Serviços, com -7.273 postos (-0,04%), e Comércio, com -2.747 postos (-0,03%).
Na Indústria de Transformação, no entanto, três subsetores se destacaram com saldos positivos. O número de contratações foi maior que o de desligamentos em produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, com +3.772 postos; indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos, com +1.376 postos; e indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, com +735 postos (+0,08%).
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