MAIS IMPOSTOS: CNI, Fiesp e Firjam lamentam alta de tributos de combustíveis
Prejuízos à incipiente retomada da economia e recorde do fechamento de empresas no Rio de Janeiro são alguns dos argumentos
A exemplo dos lojistas, as entidades do setor industrial criticaram o aumento de tributos sobre os combustíveis, anunciado nesta quinta-feira (20) pelo governo federal. Por meio de notas oficiais, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmaram que a medida atrasará a recuperação da economia. A entidade carioca, por exemplo o Rio de Janeiro será atingido um novo recorde de fechamento de empresas em 2017.
“Ministro [da Fazenda, Henrique Meirelles], aumentar imposto não vai resolver a crise; pelo contrário, irá agravá-la bem no momento em que a atividade econômica já dá sinais de retomada, com impactos positivos na arrecadação em junho”, destacou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em nota publicada na página da entidade na internet. Também político, Skaf é do PMDB, mesmo partido do presidente Michel Temer. A seu ver, o governo deveria concentrar-se no corte de gastos e na melhoria da gestão do Estado, em vez de aumentar tributos.
Entendimento semelhante tem a CNI. Em nota, o presidente da confederação, Robson Braga de Andrade, ressaltou que a medida provoca prejuízos tanto para o consumidor como para as empresas. “A elevação dos tributos provoca o aumento dos custos das empresas e reduz o poder de compra das famílias, o que prejudica o crescimento da economia”, comentou.
Para a CNI, o melhor caminhos seria a aceleração das reformas estruturais, principalmente a da Previdência Social, para melhorar o ambiente de negócios e buscar o ajuste fiscal no longo prazo. No mesmo tom, a Firjan defendeu em nota que "a saída para a crise fiscal não passa por mais aumento de impostos, mas na adequação dos gastos públicos ao novo cenário econômico e na urgência da aprovação da reforma da Previdência”.
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