VELÓDROMO OLÍMPICO: Incêndio atinge teto demais um "legado" olímpico

Equipamento para competição de ciclismo é o segundo erguido no Brasil - o primeiro foi feito para o PAN 2007 - e recebeu um único evento após jogos olímpicos do Rio
 

Adriano Villela
Que legado? A pergunta apareceu de imediato logo que fui informado do incêndio que atingiu o teto do Velôdromo do Rio de Janeiro. Os dados assustam pela falta de bom senso. Trata-se do segundo equipamento para competições de ciclismo construído no Rio de Janeiro. O primeiro foi realizado para o Pan Americano de 2007, mas como não atendia as exigências olímpicas, não fico como legado para a Rio 2016.


A Secretaria de Ordem Pública do Rio relatou que  um balão que caiu na lona que cobre a cobertura da instalação esportiva provocou o fogo. Ainda segundo a secretaria, a região comprometida pelo fogo permanecerá “parcialmente interditada até que sejam realizados serviços de recuperação”. É de se lamentar a prática de soltar balões, que além de trazer riscos a terceiros (ou até por isso) é proibida por lei. Mas uma pergunta a prefeitura carioca tem dificuldade para responder: por que construiu um velódromo se o Brasil não tem demanda neste esporte.

Desde a primeira olimpíada brasileira, em agosto do ano passado, apenas um evento foi sediado no velódromo olímpico, situado no complexo da Barra.  A única competição de ciclismo no Velódromo foi em maio. O Rio Bike Fest reuniu disputas em diversas categorias, recebeu uma feira de produtos ciclísticos e teve apresentações de BMX Freestyle.

Para dar mais utilidade ao local, no dia 8 deste mês o Velódromo recebeu cerca de 500 crianças e adolescentes do Rio, que puderam participar de oficinas e assistiram a demonstrações esportivas de jiu-jitsu, judô, muay thai, taekwondo, caratê, tênis de mesa e ciclismo de pista. Quantas atividades já tivemos no Pan Americando de Judô, em Lauro de Freitas?

A meu ver, seria mais lógico que fosse feita uma estrutura provisória. Esta alternativa foi usada. Alguns equipamentos foram transformados em escolas. A piscina, por exemplo, virá para Salvador, onde será instalada na Praça Wilson Lins. Apesar do ganho local, penso que na Natação deveríamos ter tido uma instalação definitiva.

O Brasil já teve vários medalhistas olímpicos e pan-americanos. O antigo complexo Maria Lenk poderia ficar para treinos e o Julio Delamare - este sim egresso do Pan de 2007. É muito mais provável termos duas competições nos dois complexos aquáticos do que uma no Velôdromo. Em síntese: investiu-se mais no esporte de menor popularidade e resultado e adotou-se o paliativo no de maior retorno. Vai entender!!!
(com informações da Globo News e da Agência Brasil)

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