ROMBO FISCAL: Governo Central tem maior déficit primário da história
Receitas líquidas caíram 2,7%, mas as despesas totais subiram 0,5%, já descontada a inflação pelo IPCA, em ambos casos
O Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou o maior déficit primário da história no primeiro semestre. Segundo números divulgados pelo Tesouro Nacional, o resultado ficou negativo em R$ 56,092 bilhões de janeiro a junho, contra déficit de R$ 36,477 bilhões no mesmo período do ano passado. Somente em junho, o déficit primário somou R$ 19,798 bilhões, também o pior resultado registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.
Fora da avaliação do governo, vale destacar que o orçamento deste ano foi realizado tendo como premissa de crescimento de 1%. Em março, a equipe econômica cortou esta projeção para 0,5%, mas a maioria dos analistas de mercado projetam um crescimento entre 0,3% a 0,4%.
De acordo com o Tesouro Nacional, o principal fator que provocou a deterioração das contas públicas no primeiro semestre foi o pagamento de R$ 20,3 bilhões em precatórios em maio e junho, contra R$ 2,2 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. Neste ano, o Tesouro decidiu antecipar o pagamento, tradicionalmente feito em novembro e dezembro, para maio e junho para economizar R$ 700 milhões com juros que deixam de ser atualizados.
Nos seis primeiros meses do ano, as receitas líquidas caíram 2,7%, descontada a inflação oficial pelo IPCA, mas as despesas totais subiram 0,5%, considerando o mesmo indicador. Até abril, as despesas vinham caindo mais do que as receitas líquidas.
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