VAREJO: Greve dos caminhoneiros ainda impacta estoques

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Demora na normalização corre em 17 dos 27 estados. Dado se refere a duas semanas após fim do movimento, mas mostra impacto econômico dessa crise



A greve dos caminhoneiros durante 11 dias em maio ainda impacta nos estoques do comércio varejista.  Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que  comerciantes de 17 dos 27 estados apontaram que seus estoques estavam abaixo do considerado ideal. Dado se refere ao período de duas semanas após fim do movimento, mas mostra impacto econômico dessa crise.


A sensação de desabastecimento é mais forte no comércio de bens duráveis, no qual 17,2% dos entrevistados relataram níveis baixos dos estoques nas lojas, contra 15,4% na média do trimestre anterior às paralisações. Já no comércio de bens não duráveis, 11,8% dos entrevistados apontaram que os estoques estavam abaixo do considerado adequado, contra 11,2% na média do trimestre anterior.


Segundo cálculos da CNC, entre os dias 21 de maio e 4 de junho, somente nos segmentos de supermercados (R$ 2,8 bilhões) e de combustíveis (R$ 2,4 bilhões), o varejo perdeu R$ 5,2 bilhões. O levantamento considera apenas o momento em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia (R$ 596 milhões), Paraná  e Distrito Federal.

A pesquisa mostra que, duas semanas após a crise de desabastecimento, 15,2% dos varejistas brasileiros ainda consideram que o nível dos seus estoques está aquém do adequado. Nos três meses anteriores à paralisação, esse percentual foi, em média, de 13,8%.

Em termos regionais, o desabastecimento de bens duráveis foi maior em Florianópolis (SC), onde 28,2% dos comerciantes apontaram estoques abaixo do ideal no período; Curitiba (PR), com 23,5%; Palmas (TO), com 22,3%; e Boa Vista (RR), com 19%. Já no comércio de bens não duráveis, os comerciantes que estão sentindo mais os estoques baixos estão em Natal (RN), onde 16,4% deles apontaram abastecimento abaixo do ideal; Belém (PA) e Cuiabá (MT), com 12,3%; e Aracaju (SE), onde 11,5% dos entrevistados relataram baixo estoque.

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