OBRAS PARADAS:Conclusão de obras paradas exigiria R$ 76 bi

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Com a demora, algumas intervenções perdem o sentido, ampliando a possibilidade de a ação não chegar a ser concluído um dia

O governo federal precisaria desembolsar, pelo menos, R$ 76 bilhões para concluir cerca de 7 mil  obras paradas de Norte a Sul do Brasil. É o que conclui estudo da consultoria InterB, feito a pedido da Câmara Brasileira da Indústria da Construção. A paralisia causa encarecimento dos projetos, em razão das desmobilizações e reestruturação dos canteiros, revalidação de saneamento e descontinuidade de despropriações

Com os problemas fiscais, o corte baixou os investimentos a níveis mínimos. Foram interrompidas desde de grandes obras, como a baiana Ferrovia da Integração (Fiol) e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), até ações mais baratos, como creches, com custo menor do que R$ 10 milhões. De acordo com o estudo,  se incluídas obras estaduais e municipais, a retomada necessitaria cerca de R4 144 bi.

"A situação é muito pior do que a gente consegue mensurar", afirma o diretor de macroeconomia do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), José Ronaldo Souza Junior. "A paralisação de obras, que já era grave nos tempos de bonança da economia, vem se transformando num problema crônico com a incapacidade de o Estado investir". O problema é agravado ainda por projetos que até estavam tendo andamento, mas brecaram por problemas jurídicos, de planejamento ou execução mal feita.

Com a demora, algumas intervenções perdem o sentido, ampliando a possibilidade de a ação não chegar a ser concluído um dia. "Ou seja, o dinheiro investido no início do projeto vai para o lixo", completa o presidente do Cbic, José Carlos Martins. Na avaliação dele, mesmo aquelas que têm racionalidade econômica correm o risco de não serem concluídas. (a reportagem, adaptada, é de Época Negócios).

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