INDÚSTRIA: País aplica em média R$ 13,6 bi ano em saneamento


Valor deve ser elevado em 62%  para universalização do serviço até 2033, conclui estudo da CNI

 Nos últimos oito anos, foram aplicados em média R$ 13,6 bilhões por ano em saneamento. Para alcançar a universalização em 2033, seria necessário ampliar em 62% o volume de investimentos, que subiria  para  de R$ 21,6 bilhões anuais. É o que mostra o estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Saneamento Básico: uma agenda regulatória e institucional.

A pesquisa integra uma série de 43 trabalhos sobre temas estratégicos que a CNI entregará aos candidatos à Presidência da República. Na avaliação da Indústria, a meta do Plano Nacional de Saneamento Básico  (Plansab) só se tornará possível  após 2050, com cerca de 20 anos de atraso, caso seja mantido o volume de recursos atual.

De acordo com os dados, os cinco estados com melhor nível de atendimento estão entre os seis com maior investimento por habitante sem acesso à rede. Para se ter ideia da disparidade, cerca de 60% do total investido em água e esgoto no Brasil são alocados em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

, a experiência internacional mostra a parceria com o setor privado tem sido fator de a expansão e aumento da qualidade dos serviços de saneamento. Atualmente, as empresas privadas respondem por apenas 6% das empresas do setor e atendem a 9% da população, embora sejam responsáveis por 20% dos investimentos realizados em municípios de diferentes portes

As concessões e PPPs, no entanto, ainda esbarram em uma série de resistências.  A maior dificuldade é a percepção de que o setor privado só atua em grandes municípios e de que as tarifas privadas são significativamente superiores.  “Cerca de 72% dos municípios em que há participação privada são compostos por até 50 mil habitantes”, destaca a CNI, no trabalho.

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