IBGE: Óleo & gás e agro reúnem os quatro principais produtos industriais

PIA Produto, do IBGE, pesquisou 3,4 mil itens, com destaque para óleo diesel, carnes bovinas, ácool etílico e petróleo (óleo bruto)  


Pesquisa Industrial Anual – Produto (PIA Produto),divulgada nesta quinta-feira (21) pelo do IBGE, apontou óleo diesel, carnes de bovinos (frescas ou refrigeradas), álcool etílico e óleos brutos de petróleo. O setor de óleo e gás reúne dois deles (diesel e óleo bruto) e outros dois são vinculados à agroindústria (alcool étílico e carnes).


Estes produtos geraram 9,5% da receita das vendas industriais em 2016, que foi de R$ 2,17 trilhões. Os dados se referem a 2016.  A PIA Produto 2016 traz informações sobre as vendas de cerca de 33 mil empresas industriais com 30 ou mais pessoas ocupadas e suas cerca de 40 mil unidades locais.


Entre os 100 produtos com as maiores receitas, os três que mais ganharam participação no total das vendas  em relação a 2015 foram: desodorantes corporais e antiperspirantes, serviços de produção de partes e peças para aeronaves e veículos para o transporte de mercadorias com motor a gasolina e/ou álcool, de capacidade máxima de carga não superior a 5 t.

Os três produtos que mais perderam participação foram massa de concreto para construção, minérios de ferro e computadores pessoais portáteis (laptops, tablets e semelhantes).

Emprego
Em 2016, a PIA-Empresa mostrou que existiam 321,2 mil empresas ativas, com uma receita total de R$ 3,2 trilhões e despesas de R$ 291,7 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações, pagos a 7,7 milhões de pessoas ocupadas. Os investimentos (valores correntes das aquisições de terceiros e da produção própria em ativo imobilizado e melhorias) na indústria caíram de R$ 192,3 bilhões em 2015 para R$ 185,9 bilhões.

Entre 2007 e 2016, a evolução do pessoal ocupado da indústria mostrou crescimento até 2013, recuando a partir de então. Nesse ponto mais alto da série, a indústria chegou a ter 9 milhões de pessoas ocupadas. Em 2016, esse contingente caiu para 7,7 milhões, uma queda de 14,3% no período, ou menos 1,3 milhão de pessoas ocupadas.


A indústria naval foi um dos setores mais afetados pela retração econômica do país entre 2014 e 2016. Nesse período, o setor de construção de embarcações teve uma redução de 30.038 pessoas ocupadas, sendo 23.179 delas no estado do Rio de Janeiro.

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