JUROS: BC mantém Selic em 6,5%, mercado reage positivamente

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Decisão já era esperada pelos analistas. Entidades apoiaram a decisão, ao contrário do que ocorreu em maio, quando o não corte de 0,25 ponto gerou protestos

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou, após o fechamento da sessão nos mercados, a decisão de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano. A medida já era esperada por  entidades empresariais, que apoiaram a decisão. Em maio, instituições financeiras projetaram o corte de 0,25% - o  que não se concretizou. A Selic foi também mantida em 6,5%, o que gerou protestos

Em nota, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) destacou que a decisão do BC optou por não “correr grandes riscos momentâneos, principalmente por se tratar de um ano eleitoral”. Na nota, a entidade ressaltou que há “sinais amarelos” que podem justificar o fim do ciclo de quedas da taxa Selic, como o cenário internacional em que, apesar da liquidez elevada, se espera um aumento nas taxas de juros na Europa e nos Estados Unidos.


A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) avaliou a decisão como acertada, “visto que a inflação está bem abaixo do centro da meta”. O presidente da entidade, Alencar Burti, que também preside a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), acredita que a taxa deve ficar em 6,5% até o fim do ano, considerando o “ritmo fraco” da atividade econômica. Para Burti, mesmo que a inflação suba, como resultado da greve dos caminhoneiros, ela deve se manter abaixo do centro da meta de 4,5%.

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a decisão do BC foi acertada pois uma elevação dos juros não se justificaria diante de um cenário de fraca recuperação da economia, das incertezas em relação às eleições de outubro e das mudanças no cenário internacional. "O aumento dos juros neste cenário seria precipitado e desnecessário", opinou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

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