TAXA DO AÇO: Trabalhadores e empresários brasileiros reagem à tarifa extra dos EUA


Presidente do Instituto Brasileiro destaca que siderurgia brasileira não concorre no mercado dos Estados Unidos

Representantes das indústrias brasileiras do setor de aço reivindicaram do presidente Michel Temer uma conversa entre os governos brasileiros e dos EUA visando excluir o Brasil da tarifa extra para importações norte-americanas do produto. A tarifa extra, de 25%, foi definida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Uma conversa das empresas com Temer ocorreu no final da tarde de terça-feira (20).

“O presidente se comprometeu a entrar em contato com o presidente Trump com toda essa argumentação. Essa argumentação foi consolidada pela embaixada brasileira em Washington. O presidente já tem o conteúdo para essa conversa”, disse Alexndre Lyra, do Instituto do Aço.De acordo com Lyra, o Brasil não compete com a indústria siderúrgica norte-americana, uma vez que o aço que sai daqui é reprocessado lá.

Segundo o representante do instituto, a argumentação dada por ele ao presidente deve ser usada para convencer os Estados Unidos a incluir o Brasil na lista de países isentos da nova tarifa. Canadá e México já fazem parte dessa lista.

No campo dos sindicatos de trabalhadores, O deputado Paulinho da Força (SD-SP)  solicitou à presidência da Câmara a realização de encontros de representantes dos trabalhadores e empresários brasileiros com autoridades norte-americanas na tentativa de reverter o aumento das tarifa. O deputado  é presidente da Força Sindical.

"Essa sobretaxa significa perda de empregos aqui. É um desastre no setor do aço. Milhares de pessoas vão perder empregos. Acho que o Congresso tem que se ater a isso para tentar segurar esses empregos".

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