OPINIÃO: Maneiras de se proteger das fake news, na medida do possível

Adriano Villela

Os desdobramentos da exucução da vereadora carioca Marielle Franco deram mais força ao debate sobre as chamadas fake news. São uma série de afirmações disseminadas em forma viral que vão desde "descobertas" sobre políticos à dietas ou exercícios tidos como milagrosos. Por desatenção - mais também por irresponsabilidade ou má-fé - este conteúdo é compartilhado por muitos como se verdade fosse. Mas não há motivo para desânimo. É possível evitá-lo na grande maioria dos casos.

Essas fake news não são novidades. A própria sede do Facebook busca medidas para coibir essa prática na rede social e também no whats app, controlado pelo mesmo grupo. No Congresso Nacional e no Judiciário há também um debate sobre como evitar que esta prática polua a campanha eleitoral, embora nestas estruturas também existam pessoas que se utilizam da divulgação de mentiras como se verdade fossem.

Com 20 anos de jornalismo e há 10 lidando com a internet, a primeira recomendação que dou é evitar compartilhar posts sobre temas que pouco se domina. Leigo tende sempre a errar em qualquer área do conhecimento. Tenho contatos com pessoas que conviviam com a Marielle Franco. Estas são mais autorizadas a falar sobre a pessoa do que membros de instituições distantes dela.

Mas, se quero, por exemplo, me solidarizar com a pessoa vítima de um assassinato, posso fazer contando com informações de quem sei que a conhecia. Posso - e devo - reforçar uma bandeira nas redes sociais me utilizando de fontes que eu conheço. A confiabilidade destas fontes é que vai me dar garantia de que não estou repassando algo leviano.

Uma terceira forma de compartilhar informações com segurança é se este conteúdo pode ser por mim checado. Exemplo: semanas atrás recebi um release atribuído à Federação do Comércio de Minas Gerais. Como, na Bahia, não tenho interação com esta instituição procurei o site oficial da FecomércioMG. Somente ao conferir a procedência do e-mail (que, neste caso, não era fake news) eu optei por divulgar o material por meio deste blog.

Não raro, um assunto tido como interessante pode nos levar ao compartilhamento imediato. Esta é a grande armadilha, pois quem divulga inverdades é tão ou mais responsável que aqueles que a produziram originalmente. Uma dica final: por mais que se conheça sobre internet, o assunto em questão e fake news, nunca se ache imune. Este é o primeiro passo para uma desatenção. Lembre-se: tem gente que espalha mentiras por falta de caráter. Nunca é bom se misturar com estes usuários.

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