CONCESSÃO: Primeira etapa da 15ª rodada arrecada cerca de R$ 8 bi

Previsão governista era de um outuorga conjunta de R$ 3,8 bi. Segunda etapa ocorre na tarde desta quinta-feira (29)

Os blocos marítimos da 15ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) somaram um bônus de assinatura de R$ 8 bilhões até o momento. Foram arrematados 22 dos 49 blicos disponíveis.A arrecadação de R$ 8,014 bilhões ficou 621,91% acima (ágio) dos 2,8 bilhões previstos nas ofertas mínimas.

A Bacia de Santos teve três blocos leiloados entre os seis que foram ofertados no setor SS-AUP1, com bônus de assinatura total de R$ 346 milhões. A área  para exploração e produção soma 2.144 quilômetros quadrados e o investimento mínimo previsto é de R$ 83,7 milhões.O consórcio ExxonMobil (64%) e QPI Brasil (36%) arrematou dois blocos e o Chevron Brasil (40%), Wintershall Holding (20%) e Repsol (40%), o terceiro.

Na Bacia de Potiguar, foram ofertados os setores SPOT-AP1, SPOT-AP2, SPOT-AR1, que não recebeu propostas. A Petrobras adquiriu o direito de exploração de um dos cinco blocos do primeiro setor, e o segundo setor teve os seis blocos disponíveis arrematados. Petrobras, Wintershall Holding e Shell Brasil fizeram as ofertas e adquiriram os direitos de exploração e produção.  O investimento mínimo previsto soma mais de R$ 200 milhões.


Desculpas - Para o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Felix, avaliou que foi uma surpresa o bônus de assinatura de R$ 8 bilhões, a União pode arrecadar até R$ 12 bilhões se forem somadas as próximas rodadas - uma delas na tarde desta quinta-feira - e os dois blocos que foram excluídos deste leilão pelo Tribunal de Contas da União (TCU). No leilão da manha, o ministério pediu desculpas aos investidores que preparam ofertas mas não puderam disputar os S-M-534 e S-M-645, justamente os blocos mais valiosos da 15ª rodada.

A Bacia de Campos teve nove blocos ofertados em um único setor, o SC-AP5, e todos foram arrematados. O bônus de assinatura chegou a R$ 7,5 bilhões, com um ágio de 680,42% sobre a oferta mínima. A previsão é que os investimentos somem R$ 862 milhões. A Petrobras participou dos consórcios que arremataram três dos nove blocos nesta bacia e grandes petrolíferas como a ExxonMobil, Statoil Brasil, Shell Brasil e Repsol e Chevron Brazil estão entre as que adquiriram direitos de exploração e produção.

Já na Bacia de Ceará, dois setores tinham blocos ofertados, mas apenas  SCE-AP2 teve um bloco arrematado, dos sete que estavam disponíveis. A empresa contratada foi a Wintershall Holding, que apresentou a proposta sozinha e vai pagar R$ 9 milhões de bônus de assinatura. O ágio sobre a oferta mínima foi de 12,33%. A Bacia Sergipe-Alagoas teve oferta de blocos em dois setores, SSEAL-AUP1 e SSEAL-AUP2, e dois dos sete blocos foram alienados empresas e consórcios, com o pagamento de mais de R$ 7 milhões em bônus de assinatura.

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