LAVA-JATO: Inquéritos ampliam incertezas da reforma da Previdência
Inquéritos contra relator e presidentes dos legislativos tornam probabilidade de proposta ser aprovada ainda menor
Adriano Villela
Ter um terço do ministério incluído nos inquéritos da delação da Odebrecht já constrageria o governo Michel Temer. Mas a confirmação de um não ministro na delação da Odebrecht é capaz de trazer mais transtornos: o deputado baiano Arthur Maia, relator da Reforma da Previdência. Os nomes foram confirmados nesta terça-feira (11), quando o relator no STF, ministro Edsson Fachin, levantou o sigilo dos pedidos de inquéritos contra 108 políticos com foro apresentados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Tradicionalmente, um anuncio deste levaria o Palácio do Planalto a convocar o núcleo político, mas o convocado foi o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, patrono das mudanças nas regras previdenciárias. Para agravar o quadro, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira (ambos PMDB) também serão investigados.
As mudanças na Previdência são a grande esperança do governo para equacionar o problema fiscal e, assim, melhorar o ambiente de negócios visando a retomada do crescimento. O reaquecimento da economia não veio ainda e as contas do Tesouro Nacional perseveram complicadas. Sob pressão, concessões devem ser feitas à base aliada - dentro e fora da MP da reforma previdenciária -, mas a cada dia a probabilidade da matéria passar diminui.
Segundo o Estado de S. Paulo, cerca de 270 deputados são contrários ao projeto. Para aprová-lo, a articulação da maioria necessita de 308 deputados favoráveis, de 513. Faltas e abstenções contam como voto não. As restrições sociais são evidentes. Com relator e presidentes dos parlamentos nas cordas, o jogo para a proposta previdenciária não está perdido ainda, mas a equipe de Temer já deve pensar em ações alternativas contando com a possibilidade de esta reforma não sair.
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