GREVE GERAL: Mobilização envolveu mais de 50 cidades na Bahia, diz a CUT


As reformas da Previdência e trabalhista e a Regulamentação da Terceirização são os alvos principais das críticas, que abrangem o governo Michel Temer de uma forma geral.

Somente na manhã desta sexta-feira (28), a série de manifestações contra as reformas da Previdência e trabalhista e a Regulamentação da Terceirização abrangeram 55 cidades na Bahia, segundo a direção da CUT no estado. O governo do presidente Michel Temer esteve no foco dos manifestantes. Para o presidente da entidade na Bahia, Cedro Silva, o movimento cumpriu o seu objetivo.

“Os trabalhadores não estão mais imparciais, querem saber o que perdem e o que ganham sempre! Estão dispostos a lutarem pelos seus direitos", avaliou o dirigente sindical. “Temos um governo que não ouve a classe trabalhadora, não ouve as centrais sindicais, não ouve os sindicatos que são os maiores interessados nas mudanças necessárias para desenvolvimento do nosso pais”.

Na capital, ônibus e trânsito foram afetados, mas o metrô funcionou. A Federação do Comércio (Fecomércio-BA) enviou nota destacando que o setor iria funcionar. Houve movimentação nos shoppings maior do que no varejo de rua.

Convocada por centrais sindicais, movimentos sociais, partidos, as paralisações se espalharam pelo país, sobretudo nas grandes cidades. Em São Paulo, ônibus, trens e metrô pararam. O comércio abriu, mas parcialmente. No Rio de Janeiro, houve bloqueios na Avenida Radial Oeste, Linha Vermelha, Avenida Dom João VI, Avenida Abelardo Bueno, Via Expressa do Porto e Túnel Marcello Alencar.
Em Brasília, os protestos se concentraram na Rodoferroviária do Plano Piloto. A Praça dos Três Poderes teve policiamento reforçado. As vias de acesso ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek foram bloqueadas.

Paraná, Santa Catarina, Rondônia, Pernambuco também registraram mobilizações , conforme a Agência Brasil. A Central dos Sindicatos Brasileiros relata manifestações em Alagoas, Maranhão e no Rio Grande do Sul.

“Estamos batalhando contra aspectos como idade mínima para aposentadoria, a regra de transição, que acaba prejudicando os trabalhadores que começaram mais cedo. Além disso, lutamos pela manutenção do salário como patamar mínimo de benefício”, disse  o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, um dos motivos da greve de hoje é contra novas regras previstas na reforma previdenciária, como a definição de uma idade mínima para o trabalhador poder se aposentar.

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