PAC: Aportes privados e estatais compensam cortes do Tesouro
Segundo balanço divulgado nesta quarta, já foram executados 65% do investimento previsto para o período 2015-2018, percentual de conclusão é de 40%
Principal programa de investimentos do governo federal, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) executou quase dois terços do gasto previsto para 2015 a 2018, informou nesta quarta-feira (30) o Ministério do Planejamento. Ao final do primeiro semestre, o PAC alcançou 65,6% (R$ 452,9 bilhões) do total previsto para o período 2015-218.
Em ações concluídas, o PAC executou R$ 200,9 bilhões desde 2015 (40,6% do previsto). Desse montante, R$ 15,26 O desempenho foi obtido mesmo com o recuo dos gastos do Orçamento Geral da União (OGU), que enfrentou corte de R$ 7 bilhões este ano para que o tesouro possa fechar as contas.
De acordo com o Planejamento, a queda na execução do Orçamento da União foi parcialmente compensada com o leve crescimento dos investimentos do setor privado e das estatais, que passaram de R$ 172,8 bilhões no fim de 2016 para R$ 203,9 bilhões no fim do primeiro semestre deste ano.
Parte importante do volume aplicado em 2,5 anos - R$ 128,6 bilhões - corresponde aos gastos das estatais, e R$ 123,8 bilhões vieram dos financiamentos concedidos pelos bancos ao setor público e ao Programa Minha Casa Minha Vida. Desde 2015, o governo gastou R$ 99,5 bilhões do OGU, R$ 93,7 bilhões foram investidos pelo setor privado e R$ 6 bilhões tiveram origem em contrapartidas de estados e municípios.