CORREIOS: Ministério nega definição sobre novo modelo de gestão
Com prejuízo operacional desde 2013, ECT dá indícios de que desinvestimento total ou parcial é tendência para estatal
Embora os indícios nos bastidores quanto a uma privatização sejam fortes, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, negou nesta quinta-feira (31) que o governo tenha decidido sobre um novo modelo de negócios para a reestruturação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Segundo informou, privatização, abertura de capital ou manutenção do modelo atual são algumas das medidas que estão sendo estudadas.
No vermelho há quatro anos seguidos, a empresa vem registrando prejuízos em torno de R$ 2 bilhões anuais, tanto em 2015 como em 2016, aumentando assim a pressão fiscal sobre o Tesouro Nacional durante a atual crise brasileira. Para 2017, a projeção da direção da ECT é de perdas de R$ 1,3 bilhão, mas nos quatro meses iniciais do ano houve perdas de R$ 800 milhões
Um gargalo tem sido a manutenção da estrutura da empresa pós advento do e-mail, que derrubou a demanda por transporte de cartas e demais tipos de correspondência. A discussão sobre o modelo dos Correios ganhou força no ano passado, quando foi anunciado um plano de demissão voluntária e o fechamento de agências para reduzir os gastos da estatal.
Kassab avalia que um novo modelo de administração é necessária devido às mudanças no setor, pois a situação de monopólio não responde mais ao momento atual, dado que a empresa também atua em áreas em que enfrenta concorrência. “É importante (alterar a estrutura da ECT) para que a empresa seja cada vez mais eficiente, mas também defendo que os Correios tenham um tratamento diferenciado. É uma das empresas mais estimadas pelos brasileiros, mais querida, com serviços prestados ao longo da história do Brasil”. (Adriano Villela, com informações da Agência Brasil e do Estadão).