DISCRIMINAÇÃO: Apenas um em cada 100 brasileiro com deficiência está no mercado

Geralmente, empresas contratam mais para cumprir a cota legal. Desconhecimento de como lidar com a pessoa prejudica atuação profissional

Com cerca de 14 milhões de desempregados, o Brasil tem um mercado restrito para todos os tipos de profissional. Mas para quem tem algum tipo de deficiência, arranjar uma colocação o abismo é ainda maior. São 24% dos brasileiros (45 milhões de pessoas) neste grupo, segundo o IBGE. E apenas 403.255 estão empregados, o que corresponde a menos de 1% das 45 milhões de pessoas com deficiência no país.

Considerando-se apenas a participação de pessoas com deficiência intelectual, o espaço no mercado de trabalho formal vem crescendo. Passou de 25.332 trabalhadores, em 2013,  para 32.144 ,em 2015, último período de dados disponíveis da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).Segundo a Lei de Cotas (Lei nº 8213/1991), se a empresa tem entre 100 e 200 empregados, 2% das vagas devem ser garantidas a beneficiários reabilitados e pessoas com deficiência. A porcentagem varia de acordo com o número total de contratados, chegando a um máximo de 5% caso haja mais de 1.001 funcionários.

A coordenadora do Setor de Inserção no Mercado de Trabalho da Apae-DF, Adriana Lotti, explica que as pessoas com deficiência estão mostrando sua capacidade, mas que poucos empregadores dão oportunidade real. Grande parte ainda o faz apenas para cumprir a cota. “Às vezes, acho que as pessoas têm medo por que não saberem lidar com a pessoa com deficiência intelectual, sendo que é muito simples, não tem uma fórmula, é só tratá-la como um funcionário como outro qualquer. Só que ela têm de ser respeitada (nas suas características)”, disse a coordenadora.

Confira nossa Fanpage
https://m.facebook.com/ariagcomunicacao/
Twitter: @aricomunicacao

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ESTADO: Empresários italianos conhecem oportunidades de negócios no Nordeste

AGENDA BAHIA: Soluções para cidades sustentáveis é tema de fórum

OMC: País deve recorrer de decisão contra subsídio