MERCADOS: Reação na Bovespa e no câmbio foi a pior possível
Bovespa acionou mecanismo em resposta à queda que não ocorria desde 2008, no câmbio o BC interviu, mas pouco efeito teve
Embora previsível, a reação dos mercados não pode ser mais intensa um dia depois das revelações que colocaram o presidente Michel Temer na mira da Lava Jato. Balançando no cargo, o peemedebista virou oficialmente investigado na Lava Jato após decisão do relator da operação no Supremo, ministro Edson Fachin. O afastamento do senador Aécio Neves (PSDB) do mandato pode levar o partido a sair do governo.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) paralisou as atividades no início do pregão desta quinta-feira (18) por meia hora. A medida é resultante do mecanismo do circuit breaker, que amortece movimentos bruscos do mercado que levem a uma queda abaixo de 10%. O circuit breaker não acontecia desde 2008. Os negócios foram retomados, mas sempre com recuos acima de 9%.
O Banco Central (BC) anunciou a realização de leilão de swap cambial tradicional, que equivale à venda de dólares no mercado futuro e ajuda o ativo a segurar a alta ou a forçar uma queda da moeda. O objetivo dessas operações é oferecer proteção cambial para as empresas em momentos de forte oscilação da cotação e liquidez (recursos disponíveis) do mercado.
Entretanto, o efeito é pequeno. A moeda norte-americana chegou a um pico de R$ 3,43, após fechar em R$ 3,13 na quarta-feira. Houve boatos de que o Comitê de Política Monetária (Copom) - que fixa a taxa de juros básicos - poderia se reunir extraoridinária, mas essa decisão foi negada pelo Banco Central, em nota. (Adriano Villela, com informações da Agência Brasil e TV Globo). Atualizada às 14h20
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