ARENA AMAZONIA: A solução mora ao lado


Líder do Brasileiro Feminino, meninas do Iranduba elevam a frequência da única arena da Copa na Região Norte

Adriano Villela

Em 2015, o público somado de todas as partidas do campeonato amazonense de futebol masculino não lotaria a Arena Amazônia. A pouca frequência foi mais do que o suficiente para o equipamento ser condenado como elefante branco. Tanto que, mesmo recebendo jogos da Olimpíada, o espaço foi excluído da Copa América 2019. Penso que deveria ser feito o caminho inverso: procurar novos usos que potencializasse o aproveitamento de um investimento já realizado.

Um caminho para a sustentabilidade da arena não veio dos grandes clubes do futebol nacional, mas do pouco conhecido e guerreiro Iranduba. O time de Manaus é nada menos do que o líder geral do Campeonato Brasileiro Feminino. As meninas do Hulk - como a equipe é carinhosamente chamada - tem 30 pontos em 33 disputados. O êxito em campo se desdobrou em uma média de público de 4 mil torcedores por jogo a mais do que a frequência constatada em partidas com times masculinos.

Aqui em Salvador aconteceu algo semelhante no Basquete. Não haviam times nacionais atuando na cidade pois, obviamente, inexistia um ginásio para a disputa de torneios. Com o advento do equipamento em Cajazeiras, o Vitória se lançou em um time de basquete que disputa a liga nacional, a NBB, onde nesta temporada foi quarto-colocado. A arena atraiu a agremiação esportiva.

Todas as arenas da Copa foram erguidas ou reformadas pela concepção multiuso, um espaço para grandes eventos de diferentes áreas. O que falta em Natal, Fortaleza - em menor medida - e em Brasília é quem construa alternativas de aproveitamento, como na música, cinema/teatro, turismo de negócios e religioso. Sem pessoas e empresas capazes de geri-los, os estádios não se viabilizam, vide o caso do maior de todos, o cosmopolita Maracanã.

O que mais me chamou a atenção do case amazonense é ele ter vindo de um segmento pouco observado pelos cartolas, o futebol feminino. A seleção tem bons resultados, mas os times brasileiros são pouco observados.
Empresários, produtores, patrocinadores, veículos de transmissão, o aviso está dado. Assim como o Iranduba, categorias sub-15, sub-17 e sub-20 - masculino e feminino - estão ai com uma série de oportunidades próximas de todos nós. Mas muitos não conseguem enxergar o que está ao lado.

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