CASO TEMER: Banco Central monitora mercados impacto nos mercados


Ações brasileiras em Nova Iorque caíram após a revelação contra o presidente da República e devem ter novo recuo nesta quinta-feira

O Banco Central (BC) informou, em nota, nesta quinta-feira que está monitorando o impacto das informações divulgadas pela imprensa e atuará para manter a plena funcionalidade dos mercados.Na quarta-feira, o jornal O Globo divulgou que o empresário Joesley Batista, dono da JBS, gravou o presidente Michel Temer apoiando  a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato.

A delação da JBS envolve ainda os senadores Zezé Perrella e Aécio Neves (PSDB) e o deputado Rogério Loures (PMDB). Aécio e Louros foram afastados do mandato pelo STF.  "Esse monitoramento e atuação têm foco no bom funcionamento dos mercados. Não há relação direta e mecânica com a política monetária, que continuará focada nos seus objetivos tradicionais", informou o BC.

Na noite da quarta, a Presidência da República divulgou nota na qual informa que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha".A nota diz que o presidente "não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar."

Ações caem - As ações brasileiras negociadas em Nova York caíram após notícias da delação de Joesley Batista. Para Leandro Ruschel, diretor da Liberta Global, escola internacional de investidores do Grupo L&S,  essa movimentação sugere que haverá forte queda nas ações na Bolsa de Valores brasileira no pregão desta quinta-feira, além de forte alta no dólar.

De acordo com Ruschel, no after-market dos Estados Unidos - período de negociações após o horário regular do pregão - ações brasileiras apresentaram baixas de mais de 10%. O EWZ, fundo que reúne as principais ações brasileiras negociadas no exterior, fechou com uma queda de 14%.


Tesouro - O Tesouro Nacional também divulgou nota informando que "permanece monitorando os impactos decorrentes dos fatos políticos mais recentes, e adotará as medidas necessárias para assegurar a plena funcionalidade e a adequada liquidez dos mercados". O Tesouro informou que, “devido à forte volatilidade nas taxas de juros dos títulos públicos nesta manhã",  o Tesouro  Direto atrasará a abertura do mercado.(com informações da Agência Brasil)

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