MARIO GOMES: Vender hamburguer é solução, sempre
Em Salvador, por exemplo, temos o turismo como atividade de grande importância. A Bahia como destino foi construída pelas baianas de acarajé, uma co-irmã dos vendedores de hamburguer (água de coco, hot dog, ...)
Adriano Villela
O desempenho desastroso da economia brasileira em 2016, confirmando uma queda de 7% do PIB em dois anos, aumentou o meu espanto no caso Mário Gomes. Explicando o case: trata-se de um ator, galã em algumas novelas globais, "flagrado" ganhando a vida vendendo hamburguer, ou 'sanduba gourmet' na visão do artista-empreendedor. Algumas pessoas reagiram nas redes sociais com pena da 'situação vexatória' da outrora celebridade. Como assim??!!
Tenho por definição que todo trabalho honesto é digno. Mário Gomes compra o pão, ingredientes (insumos), processa e vende o produto final. Criou até uma receita própria. Defino o case como empreendedorismo, atitude pouco usual no Brasil, que surge mais na necessidade. Foi o caso do ator, que teve atitude. Com o desemprego somando 12 milhões de trabalhadores, adotar novas formas de ganhar dinheiro. Sem a busca por novas alternativas produtivas e de renda, é difícil vislumbrar saída para o buraco enfrentado pelo Brasil.
Há, neste contexto, uma cultura arraigada que atrapalha as coisas no Brasil. Entende-se que a pessoa só é bem-sucedida se for a presidente da empresa, ou no mínimo um alto executivo. Mas as cadeias produtivas são compostas por todos os profissionais.
Em Salvador, por exemplo, temos o turismo como atividade de grande importância. As maiores estrelas da Axé Music integram este segmento econômico, mas antes delas a Bahia como destino foi construída pelas baianas de acarajé, uma co-irmã dos vendedores de hamburguer (água de coco, hot dog, ...). Quem conhece os tabuleiros pode comprovar: temos nele muito espírito empreendedor.
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