OPINIÃO: O que pode fazer Abraham Weintraub no MEC
Adriano Villela
Com algum conhecimento acumulado nas coberturas de Economia e Política, vi com certa preocupação a indicação de Abraham Weintraub para o Ministério da Educação. Menos, claro, pela saída de Ricardo Velez Rodrigues. Alguém que tem 17 auxiliares de segundo e terceiro escalões desligados em três meses de gestão nitidamente não teria força para seguir adiante. Os problemas estruturais enfrentados no MEC eram decorrências óbvias do time desentrosado.
Não quero aqui condenar antecipadamente Weintraub, mas ressaltar o flanco que o antecessor também tinha. Ricardo Velez deixava transparecer o conhecimento sobre o órgão que liderava, quais atividades finalísticas conduz, como proceder para tocar programas como o Fies, Pronatec,além de Fundeb, universidades, Inep - e dentro dele o Enem, entre outros. Trata-se de um dos maiores orçamentos da esplanada.
O novo ministro deve se cercar de pessoas que conheçam a rotina do ministério, sob pena de sequer saber como tocar a agenda do novo governo. Weintraub é professor universitário, mas ele não é da área de gestão da Educação.
Abraham Weintraub é gente de mercado. Professor porque economista, e não o contrário. Um temor adicional que seu nome me desperta é o fato dele sair do posto que parecia mais talhado. Estudioso da área previdenciária, era o número dois da Casa Civil, em que o ministro, o ex-deputado Onyx Lorenzoni, cuida da articulação politica justamente da reforma da Previdência.
Com algum conhecimento acumulado nas coberturas de Economia e Política, vi com certa preocupação a indicação de Abraham Weintraub para o Ministério da Educação. Menos, claro, pela saída de Ricardo Velez Rodrigues. Alguém que tem 17 auxiliares de segundo e terceiro escalões desligados em três meses de gestão nitidamente não teria força para seguir adiante. Os problemas estruturais enfrentados no MEC eram decorrências óbvias do time desentrosado.
Não quero aqui condenar antecipadamente Weintraub, mas ressaltar o flanco que o antecessor também tinha. Ricardo Velez deixava transparecer o conhecimento sobre o órgão que liderava, quais atividades finalísticas conduz, como proceder para tocar programas como o Fies, Pronatec,além de Fundeb, universidades, Inep - e dentro dele o Enem, entre outros. Trata-se de um dos maiores orçamentos da esplanada.
O novo ministro deve se cercar de pessoas que conheçam a rotina do ministério, sob pena de sequer saber como tocar a agenda do novo governo. Weintraub é professor universitário, mas ele não é da área de gestão da Educação.
Abraham Weintraub é gente de mercado. Professor porque economista, e não o contrário. Um temor adicional que seu nome me desperta é o fato dele sair do posto que parecia mais talhado. Estudioso da área previdenciária, era o número dois da Casa Civil, em que o ministro, o ex-deputado Onyx Lorenzoni, cuida da articulação politica justamente da reforma da Previdência.
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