CONTAS PÚBLICAS: Paulo Guedes espera R$ 200 bi de bancos públicos e R$ 80 bi em privatizações

Recursos permitirão governo a cumprir regra de ouro - não se endividar para pagar custeio -, mas execução enfrenta problemas

Com cerca de R$ 250 bilhões de rombo para tapar para cumprir a regra de ouro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, espera tirar este dinheiro de duas grandes fontes: devolução de recursos dos bancos públicos e privatizações. Na conta do ministro, estas duas fontes renderão R$ 206 bi e R$ 80 bi, mas execução enfrenta problemas.

O primeiro deles se refere a questões internas no próprio governo. Ex-ministro da Fazenda, o presidente do BNDES, Joaquim Levy, concorda com a necessidade de o banco de fomento retornar os valores que o Tesouro aplicou no começo da década para fomentar a economia. Mas considera o montante de R$ 126 bi alto para as condições da instituição.

Esta situação poderia ser contornada se Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal pagasse recursos que deve ao BNDES. Porém, BB e CEF também socorrerão Guedes em cerca de R$ 80 bilhões em razão dos 'instrumentos híbridos de crédito'.

“A Caixa vai vender subsidiária para me pagar, e o BB também. Paguem à União”, declarou o ministro, em evento realizado pelos jornais O Globo e Valor Econômico. Estas devoluções não injetarão recursos no Tesouro Nacional. São títulos cujo resgate servirá para reduzir o endividamento.

Privatizações


Paulo Guedes informou, ainda, que pretende conseguir outros R$ 80 bilhões por meio de privatizações. A maior delas seria a nova licitação da cessão onerosa, junto à Petrobrás, estimada em R$ 100 bi. Mas há dois entraves, relativos à definição de quanto a petrolífera receberá e de quanto será repartido a estados e municípios e também as negociações com o parlamento visando autorização legal para as operações de venda da área de cessão onerosa e de partição dos recursos. (Adriano Villela, com informações do G1).

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