INDÚSTRIA NAVAL:Licitação da Marinha deve ser definida este mês



Consórcio Villegagnon é integrado pela Enseada e, se sair vencedor, vai reabrir estaleiro baiano, devendo gerar 2 mil empregos

Até o final deste mês, provavelmente no dia 22, a Marinha brasileira deve concluir a licitação de quatro corvetas. O contrato de R$ 6 bilhões é disputado pelo estaleiro baiano Enseada, integrante do consórcio Villegagnon. Caso vença, a encomenda vai representar a reabertura do equipamento baiano e a contratação de 2 mil trabalhadores.

Criado para atender ao contrato de seis das 29 plataformas de petróleo contratada pela Sete Brasil, o Enseada fechou as portas no primeiro trimestre de 2015. Atingida por denúncias da Lava Jato, a Sete não concluiu nenhum navio sonda, enfrentando dificuldades de fluxo de caixa que levaram a interrupção da obra do Enseada com 80% dos serviços executados.

A retomada deve reabsorver em parte os trabalhadores baianos que tiveram capacitação no Japão para trabalhar em estaleiros. No auge, o Enseada chegou a contratar mais de 7 mil operários.

As novas perspectivas foram debatidas em evento na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), na segunda-feira.  Fornecedores interessados puderam conhecer o projeto do Consórcio Villegagnon, composto também pela Mectron e que terão empresas subcontratadas.

O Villegagnon aposta no modelo na Gowind 3000 para a concorrência das Corvetas Classe Tamandaré (CCT). Trata-se de um navio de alta complexidade, já em uso pela Marinha do Egito, que possui um deslocamento de 3.150 toneladas, 111 metros de comprimento e 16 metros de boca.

Um diferencial também é a parceria do Naval Group com  a Marinha. De origem francesa, o integrante do consórcio atua no projeto de cinco submarinos - quatro convencionais e um nuclear - junto com o grupo Odebrecht, que lidera as empresas controladoras do estaleiro baiano.

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