ENERGIA: Com superávit, Eletrobras pode ser reposicionada
Estatal voltou a registrar lucro em 2018 (R$ 13 bi). Governo ainda não sinalizou se vai privatizar ou não a estatal federal
O governo federal pretende reposicionar a Eletrobrás como investidor, segundo declarou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em audiência no Senado. Na teoria organizacional, reposicionar é quando a empresa muda o seu foco no mercado, visando atender um tipo diferente de público ou demanda.
Após anos seguidos de prejuízo, a estatal registrou lucro de R$ 13,35 bilhões em 2018. No parlamento, Albuquerque sustentou que a empresa deve se capitalizar lançando ações novas no mercado, o que reduziria a participação da União. O ministro não confirmou se essa redução significaria o fim do controle público ou não.
“Não recebi a orientação nem de privatizar a empresa e tampouco de não privatizar a empresa, até porque não compete a mim”, disse. “Evidentemente que o governo deverá adotar uma posição em relação a esse tema, e tudo o que for feito em relação a empresas estratégicas do país, como Eletrobras ou Petrobras, será debatido de forma transparente”.
No parlamento, o ministro argumentou que a estatal de energia acumulou prejuízos de R$ 22,4 bilhões entre 2012 e 2017 e que “não se verificam condições para contribuir de maneira sustentável para a expansão energética do país”.
De acordo com a Eletrobras, os destaques para o lucro do ano passado foram a reversão do impairment (desvalorização) e dos contratos onerosos da usina nuclear Angra 3 (no valor de R$ 7,24 bilhões). Houve também a venda das distribuidoras Cepisa, Ceron, Boa Vista Energia e Eletroacre (R$ 2,97 bilhões). Com informações da ABr
Comentários
Postar um comentário