NOTÍCIA: SMS confirma defasagem com o HAM
De acordo com a secretaria, “desde 2010, estudos feitos pelas Secretarias de Saúde do Estado e do Município já indicavam a necessidade de recomposição de R$ 5,5 milhões no Teto MAC, por Salvador responder por 94% da alta complexidade hospitalar de todo Estado.
Adriano Villela
O secretário da Saúde do município, Gilberto José, reconheceu que os valores conveniados com o Hospital Aristides Maltez (HAM) estão defasados desde 2010. O gestor, por outro lado, pede para a questão ser tratada com serenidade. Gilberto José afirmou ainda que "irá continuar tratando a questão de forma equilibrada, serena e sensível respeitando todos os envolvidos, especialmente os usuários do SUS”, disse, em nota.
O secretário salienta que todas as parcelas de 2011 referentes ao contrato no valor pactuado com o HAM – R$ 5,7 milhões, conforme a pasta - estão quitadas, “o que poderá ser comprovado a partir de consulta ao Fundo Municipal de Saúde”. Na última terça, o presidente do hospital, Aristides Maltez Filho, afirmou que a unidade pode fechar dentro de 20 dias aproximadamente caso não seja quitada uma dívida de R$ 13 milhões.
Anteontem, o dirigente do HAM afirmou que pelo menos o hospital precisaria da quitação de R$ 2,3 milhões referentes a 2010 e um reajuste de quase R$ 1 milhão nos valores na renovação do convênio em 2012. “Sem a assinatura do novo convênio no valor de R$ 5,7 milhões não é possível fazer o pagamento ao Hospital Aristides Maltez, uma vez que não existe um instrumento legal entre as partes, exigido pelo Tribunal de Contas do Município”, ressaltou a SMS.
De acordo com a secretaria, “desde 2010, estudos feitos pelas Secretarias de Saúde do Estado e do Município já indicavam a necessidade de recomposição de R$ 5,5 milhões no Teto MAC, por Salvador responder por 94% da alta complexidade hospitalar de todo Estado. Os dados referentes a 2012 já foram atualizados e serão enviados ao Ministério da Saúde destacando novamente a urgente necessidade de reajuste”.
Ontem, Aristides Filho retomou a rotina na gestão do hospital. Em contato com a Tribuna, revelou otimismo quanto ao futuro das negociações. “O Hospital Aristides Maltez tem 60 anos e nunca deixou de funcionar”, frisou.
Na internet, o dirigente hospitalar propôs a estadualização do Maltez, que é unidade especializada no tratamento de câncer. Via assessoria, o secretário da Saúde do Estado, Jorge Solla, informou que apenas lembrou que, como unidade 100% SUS, o HAM teria direito a um incentivo de 20%, mas não se envolveria nesta questão por se tratar de responsabilidade municipal. Entre familiares de pacientes, o sentimento é de esperança na manutenção do hospital.
Com o marido internado, a lavradora de Novo Horizonte, Florênscia Borges de Lima elogiou tanto o atendimento aos doentes como a estrutura aos acompanhantes do interior, que contam com alimentação integral. Ela apoiou a ideia da cantora Claudia Leitte, que propôs na rede twitter uma campanha para ajudar o Maltez. “Se todo mundo fizesse isso. Empresas, políticos, artistas”. O motorista em Salvador Adilson Gomes compartilha de posição da trabalhadora rural. “Não tenho o que falar de qualquer reclamação. Quem fala mal do hospital fala mal da própria casa”, disse.
Matéria do mesmo autor produzida para o jornal Tribuna da Bahia, publicada na edição de 02 de março, à página 11
Adriano Villela
O secretário da Saúde do município, Gilberto José, reconheceu que os valores conveniados com o Hospital Aristides Maltez (HAM) estão defasados desde 2010. O gestor, por outro lado, pede para a questão ser tratada com serenidade. Gilberto José afirmou ainda que "irá continuar tratando a questão de forma equilibrada, serena e sensível respeitando todos os envolvidos, especialmente os usuários do SUS”, disse, em nota.
O secretário salienta que todas as parcelas de 2011 referentes ao contrato no valor pactuado com o HAM – R$ 5,7 milhões, conforme a pasta - estão quitadas, “o que poderá ser comprovado a partir de consulta ao Fundo Municipal de Saúde”. Na última terça, o presidente do hospital, Aristides Maltez Filho, afirmou que a unidade pode fechar dentro de 20 dias aproximadamente caso não seja quitada uma dívida de R$ 13 milhões.
Anteontem, o dirigente do HAM afirmou que pelo menos o hospital precisaria da quitação de R$ 2,3 milhões referentes a 2010 e um reajuste de quase R$ 1 milhão nos valores na renovação do convênio em 2012. “Sem a assinatura do novo convênio no valor de R$ 5,7 milhões não é possível fazer o pagamento ao Hospital Aristides Maltez, uma vez que não existe um instrumento legal entre as partes, exigido pelo Tribunal de Contas do Município”, ressaltou a SMS.
De acordo com a secretaria, “desde 2010, estudos feitos pelas Secretarias de Saúde do Estado e do Município já indicavam a necessidade de recomposição de R$ 5,5 milhões no Teto MAC, por Salvador responder por 94% da alta complexidade hospitalar de todo Estado. Os dados referentes a 2012 já foram atualizados e serão enviados ao Ministério da Saúde destacando novamente a urgente necessidade de reajuste”.
Ontem, Aristides Filho retomou a rotina na gestão do hospital. Em contato com a Tribuna, revelou otimismo quanto ao futuro das negociações. “O Hospital Aristides Maltez tem 60 anos e nunca deixou de funcionar”, frisou.
Na internet, o dirigente hospitalar propôs a estadualização do Maltez, que é unidade especializada no tratamento de câncer. Via assessoria, o secretário da Saúde do Estado, Jorge Solla, informou que apenas lembrou que, como unidade 100% SUS, o HAM teria direito a um incentivo de 20%, mas não se envolveria nesta questão por se tratar de responsabilidade municipal. Entre familiares de pacientes, o sentimento é de esperança na manutenção do hospital.
Com o marido internado, a lavradora de Novo Horizonte, Florênscia Borges de Lima elogiou tanto o atendimento aos doentes como a estrutura aos acompanhantes do interior, que contam com alimentação integral. Ela apoiou a ideia da cantora Claudia Leitte, que propôs na rede twitter uma campanha para ajudar o Maltez. “Se todo mundo fizesse isso. Empresas, políticos, artistas”. O motorista em Salvador Adilson Gomes compartilha de posição da trabalhadora rural. “Não tenho o que falar de qualquer reclamação. Quem fala mal do hospital fala mal da própria casa”, disse.
Matéria do mesmo autor produzida para o jornal Tribuna da Bahia, publicada na edição de 02 de março, à página 11
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