NOTÍCIA: Aeroclube muda o conceito

Inaugurado em 1999, na área onde até os anos 80 funcionou   um aeroclube, o empreendimento foi criado com uma área aberta e com o conceito de reunir no espaço um pool de opções de lazer.
Por Adriano Villela


 O projeto para a revitalização do Aeroclube que está sendo elaborado pelo dono e administrador do empreendimento – Consórcio Parques Urbanos e Enashopp, respectivamente – terá um conceito novo, diferente do modelo do Aeroclube Shopping Office, que ficou cinco anos parados.

A guinada para um shopping essencialmente de varejo foi confirmada ontem pelo porta-voz do empreendimento, Edison Rezende. O dirigente informou a negociação para a atração de duas grandes âncoras. “São marcas novas, que estão chegando em Salvador, uma para artigos de casa e outra de esporte”.

Rezende explicou que a mudança para um formato predominantemente de varejo decorreu de pesquisas e conversas com a comunidade do entorno. “As pessoas estavam com a expectativa por um shopping com cara de shopping. Salvador merece”, argumentou. O executivo relatou que é possível aproveitar espaços destinando-os a escritórios, mas este não será o segmento forte. Edison Rezende promete ainda um projeto inovador.

O complexo comercial deverá reunir em torno de 80 lojas. “O projeto está muito bonito, com muita claridade. O shopping será fechado, para dar mais conforto ao consumidor, mas com aproveitamento de luz natural. Dois grandes vãos garantirão a vista para o mar.

Haverá área de lazer, como cinema, praça de alimentação e serviços, como bancos e lotéricas”, acrescentou. Encomendado ao escritório AFA, o projeto arquitetônico  está 80% pronto, segundo estimativa do porta-voz. O espaço para as duas lojas âncoras já foi definido.

“Falta ajustar os demais espaços. Não queremos mudar o que ficou definido com os órgãos responsáveis”, explica Rezende. O desenho do novo shopping, explicou ele, é um jogo de engrenagens em que uma mexida altera o contexto restante.

A Enashopp não quer alterar em nada as diretrizes acertadas com prefeitura e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) quando do conceito anterior (Shopping Office), focado numa mescla de lojas e escritórios.

Mesmo assim, o projeto terá que ser apresentado aos órgãos públicos. Após tudo avalizado, o Enashopp realizará estudos de viabilidade técnica e financeira. A fase das obras deve durar entre 14 a 18 meses. “O turistas que vierem para a Copa poderão comprar no Aeroclube”, prevê o dirigente.

Inaugurado em 1999, na área onde até os anos 80 funcionou   um aeroclube, o empreendimento foi criado com uma área aberta e com o conceito de reunir no espaço um pool de opções de lazer. Fruto de um investimento de R$ 50 milhões, agregou até 141 empreendimentos e gerava 10 mil empregos.

Reportagem produzida originalmente pelo mesmo autor para a Tribuna da Bahia, publicada na edição de 23 de março, na página 6

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