OPINIÃO: Saber usar o Twitter é o que importa

Em comunicação, especialmente numa campanha eleitoral, sair na frente é sempre necessário. Depois, quando se demora para acordar ante uma tendência, o adversário já ocupou o espaço.

Adriano Villlela

Na noite de domingo, quando foram apurados os votos do primeiro turno das eleições brasileiras, o pleito produziu nove entre os dez termos mais usados no twitter dentre os perfis brasileiros, os  trending tópics, espécie de ranking de hits do microblog. A informação, veiculada pelo jornal A Tarde de ontem, mostra mais consolida mais uma vez a fragorosa derrota no mundo digital daqueles que achavam o twitter com pouco potencial para influir nas eleições brasileiras. A ferramenta não fora o fator decisivo principal - até porque nenhum outro recurso de marketing político  fora identificado como tal.  Destacar o poder de divulgação da televisão é pouco para explicar fenômenos para o bem e para o mal, como os da presidenciável Marina Silva e a chuva de votos do palhaço Tiririca.

O twitter foi, sim, uma das ferramentas de destaque para mobilização de militantes e cabos eleitorais, aproximação do candidato com o eleitor, gafes, debates e até reprodução dos programas de rádio e TV. O microblog dividiu candidatos e equipes de campanha entre aqueles que se prepararam  conscientes das vantagens do twitter e  quem, na dúvida, esteve atento ao desenrolar das ações nesta mídia social e os outros, que por descuido ou despreso perderam ótimas oportunidades ofericadas pela ferramenta.

Em comunicação, especialmente numa campanha eleitoral, sair na frente é sempre necessário. Depois, quando se demora para acordar ante uma tendência, o adversário já ocupou o espaço. Basta acompanhar agora o segundo turno eleitoral. Todos, absolutamente, todos os recursos disponíveis serão utilizados. Ao invés de um perfil próprio, vários serão alimentados diariamente (pessoal, dos assessores, do partido, da militância, por segmentos), sem contar os fakes, os perfis falsos atribuidos a celebridades com intenções nem sempre válidas.

O que me intriga é ver profissionais e supostos especialistas que só sabem criticar aquela ferramento que não domina. O papel do gestor não é menosprezar caminhos, mas conhecer todas as alternativas possíveis e, como conhecedor de causa, escolher a melhor opção. Na área política, aqueles que resistem a twitter, orkut, facebook já são minoria. Na área empresarial, vejo pouca utilização destes recursos. Como mídia social, estas ferramentas trazem dos públicos-alvo informações valiosas para o marketing e o setor de Comunicação, ainda possibilita a resposta que a organização ponderar como adequada. Ta na internet, e de graças. Por que não usá-la? Por preguiça e estudar e acompnaher melhor o microblog. Considero falta de profissionalismo esta postura. O papel de quem lida com o twitter não é prever a sua importância, mas saber como usá-lo. Senão o concorrente chega antes.

Texto publicado originalmente no site www.artigonal.com em 05 de outubro de 2010

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