POLITICA/OPINIÃO: Tivessem me perguntado antes


Para agravar o quadro, acresce-se ao cenário do artigo anterior propostas de campanha de até R$ 20 milhões, ante os R$ 10 a R$ 12 milhões de 2008.Esperase, dequem se propõe a administrar a complexa Salvador, espera-se ao menos que saiba gerir suas próprias pretensões eleitorais.

Adriano Villela

Em entrevista publicada na página 3 da edição de ontem (28) da Tribuna da Bahia, o ex-secretário da Casa Civil da prefeitura, João Leão, admite que pode retirar sua candidatura a prefeito por dificuldades para arranjar patrocínio. Tivesse me perguntado isso, saberia antes deste risco, conforme artigo publicado neste blog em 25 de abril.

A conta é simples. A campanha passada (2008) foi disputada toda antes dos efeitos da crise eclodida pela quebra do banco de investimentos Lemann Brothers. Agora, com investidores dispondo de menos recursos, mais candidatos com chances de chegar e denúncias de corrupção inibindo a associação grandes empresas-políticos de prestígio, temos um bolo menor de financiamento de campanha a ser dividido por mais prefeituráveis. A conta não fecha.

Temos oficializadas duas pré-candidaturas a prefeito em Salvador: Nelson Pellegrino (PT) e ACM Neto (DEM). Mário Kertész (PMDB) falta apenas bater o martelo. Teríamos ainda o próprio João Leão (PP),além de Alice Portugal (PCdoB) e Lídice da Mata (PSB) correndo por fora. PDT e PTB, ao que tudo indica, já perderam o fôlego, enquanto o PSDB jogou a toalha.

Nada contra o embate ideológico e programático, ganha a democracia com isso, mas é fato que alguém precisa pagar pelos gastos. Para agravar o quadro, acresce-se ao cenário do artigo anterior propostas de campanha de até R$ 20 milhões, ante os R$ 10 a R$ 12 milhões de 2008.

Espera-se, de quem se propõe a administrar a complexa Salvador, espera-se ao menos que saiba gerir suas próprias pretensões eleitorais. Há quatro anos, comenta-se nos bastidores políticos, o então prefeiturável tucano Antônio Imbassahy teria demitido metade da equipe de marketing no meio do programa de rádio e TV. O declínio que ele teve nas pesquisas, confirmado nas urnas, meio que confirmou o burburinho.

Diante disso, continuo achando que petista e democráta vão polarizar as atenções, com o aparecimento, no máximo, de uma terceira força. Deste seleto trio deve sair o futuro alcaíde da cidade.

Para os interessados no alerta anterior, segue abaixo o link do
artigo anterior

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