BAHEA: Gabriel, o alento para os amantes do esquadrãozinho
Tô fora. Quem tem medo da derrota perde o apetite pela conquista.Chupem covardes. O Bahea faturou o título que não via há 10 anos tendo um jogador da base como destaque. Sem contar o goleiro invicto Omar, Lenine, um Madson em crescimento e o regenerado Vânder.
Adriano Villela
Por mais que o jovem meia armador merecesse,não conseguiria escrever um artigo só sobre ele. Primeiro, pela redundância. O cara participou dos três gols que nos garantiu um título acalentado há bastante tempo. Dizer mais o quê? É craque, sim. Que os deuses que protegeram a cabeça de Daniel Alves voltem a atuar, pois o bambino do fazendão tem bola até para beliscar uma vaga na seleção olímpica, caso mantenha o bom futebol no Brasileirão. Mas o que quero falar tem mais a ver com uma angústia que me perseguiu nesta década em branco de conquistas.
Hoje, Sérgio, colega na Tribuna da Bahia, me perguntou sobre Helder, ex-Grêmio, que atuou no tricolor daqui. Sinceramente, foram tantas pessoas que passaram pelo clube que nem me lembro de vários dos "reforços" que a diretoria do Bahea cometia. Gente apresentada aos cartolas por videotape, ou por indicação de empresários. Verdadeiros astros do youtube ou celebridades instantânea do futebol.Teve até um ano que chegaram mais de um time de contratações, mesmo considerando o banco de reserva.
E vários talentos formados no clube foram se apequenando. Cito aqui o arisco ponteiro Paulo Roberto - que certa vez fez dupla bastante produtiva com Marcelo Ramos - mas perdeu espaço para contratações que, sei não, melhor não adjetivar. Neste ano, com Falcão e tudo, o problema persiste parcialmente. Vi este tal de Jones Carioca jogar e Rafael Gladiador ser devolvido aos júniores. Filipe, convocado para a mesma seleção de Romário (do Vice) disputou a decisiva dos juniores, enquanto o ala do rival jogou a batalha épica de Pituaço. E ainda criticam a defessa tricolor.
Mas, claro, não posso deixar de comentar Gabriel, o verdadeiro astro do último Baianão. Ele mistura a movimentação e garra dos garotos com a consciência dos mais maduras. Às favas se é bola parada ou não, o cabra bota a redonda onde quer e serve a todos. Quantos atletas tricolores marcaram gols com a abençoada assistência do jovem meia?!
Na semana passada, fiz um artigo criticando o primeiro BAvice do garoto. E não me arrependo. Aquela jogada em que ele driblou meio Vitória mas não conseguiu nada me lembrou Vander no começo do campeonato. Gabriel é o rei da objetividade. É isso que o faz destaque. Jogando simples de novo e arrebentou nas decisivas. O garoto, por sinal, recebeu merecidamente o trofeú de melhor jogador do campoenato, em solenidade realizada na noite desta terça (15), conferido pela FBF e Rede Bahia.
Covardia, tô fora
Neste dez anos de secura, ouvi muitos dizerem que não se pode colocar atletas da base para não queimá-los num eventual vexame. Inclusive quando fiz um artigo para o Bora Bahea Minha Porra, no final de 2009. Tá, blz, vamos fracassar com contratados. Tô fora. Quem tem medo da derrota perde o apetite pela conquista.
Chupem covardes. O Bahea faturou o título que não via há 10 anos tendo um jogador da base como destaque. Sem contar o goleiro invicto Omar, Lenine, um Madson em crescimento e o regenerado Vânder. Estávamos também há 10 anos sem ir às quartas da Copa do Brasil, feito que este grupo conseguiu e tem caixa para mais!
Sei que o craque autou pouco pelas divisões inferiores, mas o suficiente para ter identificação com o clube. Não espero que ele fique sempre no Fazendão. É a carreira dele. Torço até para que ganhe oportunidades, como vibro com o espaço conquistado pelo Daniel Alves. Gabriel ficou o tempo suficiente para ter identificação com o time. Uma derrota afeta ele, não é um burocrático jogo em que se entra para meramente cumpri contrato. É por este vínculo que reafirmo minha máxima: desconheço time do Bahea vencedor sem atleta formado no clube, os representantes da Nação Tricolor dentro das quatro linhas. BBMP
Adriano Villela
Por mais que o jovem meia armador merecesse,não conseguiria escrever um artigo só sobre ele. Primeiro, pela redundância. O cara participou dos três gols que nos garantiu um título acalentado há bastante tempo. Dizer mais o quê? É craque, sim. Que os deuses que protegeram a cabeça de Daniel Alves voltem a atuar, pois o bambino do fazendão tem bola até para beliscar uma vaga na seleção olímpica, caso mantenha o bom futebol no Brasileirão. Mas o que quero falar tem mais a ver com uma angústia que me perseguiu nesta década em branco de conquistas.
Hoje, Sérgio, colega na Tribuna da Bahia, me perguntou sobre Helder, ex-Grêmio, que atuou no tricolor daqui. Sinceramente, foram tantas pessoas que passaram pelo clube que nem me lembro de vários dos "reforços" que a diretoria do Bahea cometia. Gente apresentada aos cartolas por videotape, ou por indicação de empresários. Verdadeiros astros do youtube ou celebridades instantânea do futebol.Teve até um ano que chegaram mais de um time de contratações, mesmo considerando o banco de reserva.
E vários talentos formados no clube foram se apequenando. Cito aqui o arisco ponteiro Paulo Roberto - que certa vez fez dupla bastante produtiva com Marcelo Ramos - mas perdeu espaço para contratações que, sei não, melhor não adjetivar. Neste ano, com Falcão e tudo, o problema persiste parcialmente. Vi este tal de Jones Carioca jogar e Rafael Gladiador ser devolvido aos júniores. Filipe, convocado para a mesma seleção de Romário (do Vice) disputou a decisiva dos juniores, enquanto o ala do rival jogou a batalha épica de Pituaço. E ainda criticam a defessa tricolor.
Mas, claro, não posso deixar de comentar Gabriel, o verdadeiro astro do último Baianão. Ele mistura a movimentação e garra dos garotos com a consciência dos mais maduras. Às favas se é bola parada ou não, o cabra bota a redonda onde quer e serve a todos. Quantos atletas tricolores marcaram gols com a abençoada assistência do jovem meia?!
Na semana passada, fiz um artigo criticando o primeiro BAvice do garoto. E não me arrependo. Aquela jogada em que ele driblou meio Vitória mas não conseguiu nada me lembrou Vander no começo do campeonato. Gabriel é o rei da objetividade. É isso que o faz destaque. Jogando simples de novo e arrebentou nas decisivas. O garoto, por sinal, recebeu merecidamente o trofeú de melhor jogador do campoenato, em solenidade realizada na noite desta terça (15), conferido pela FBF e Rede Bahia.
Covardia, tô fora
Neste dez anos de secura, ouvi muitos dizerem que não se pode colocar atletas da base para não queimá-los num eventual vexame. Inclusive quando fiz um artigo para o Bora Bahea Minha Porra, no final de 2009. Tá, blz, vamos fracassar com contratados. Tô fora. Quem tem medo da derrota perde o apetite pela conquista.
Chupem covardes. O Bahea faturou o título que não via há 10 anos tendo um jogador da base como destaque. Sem contar o goleiro invicto Omar, Lenine, um Madson em crescimento e o regenerado Vânder. Estávamos também há 10 anos sem ir às quartas da Copa do Brasil, feito que este grupo conseguiu e tem caixa para mais!
Sei que o craque autou pouco pelas divisões inferiores, mas o suficiente para ter identificação com o clube. Não espero que ele fique sempre no Fazendão. É a carreira dele. Torço até para que ganhe oportunidades, como vibro com o espaço conquistado pelo Daniel Alves. Gabriel ficou o tempo suficiente para ter identificação com o time. Uma derrota afeta ele, não é um burocrático jogo em que se entra para meramente cumpri contrato. É por este vínculo que reafirmo minha máxima: desconheço time do Bahea vencedor sem atleta formado no clube, os representantes da Nação Tricolor dentro das quatro linhas. BBMP
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