NOTÍCIA: Juros caem 1,26% para pessoa física e 1,89% para PJ
No mês passado, o país viveu a maior queda para pessoa física da série histórica (desde 1995), que foi reduzida pelo terceiro mês seguido, e a maior retração das taxas para pessoa jurídica desde dezembro de 2009.
Adriano Villela
A política do governo federal de redução dos juros - por meio de cortes da Selic e reduções nas tarifas dos bancos públicos - resultou, em abril último, numa queda média de 1,26% para pessoa física e 1,89%, nas operações à pessoa jurídica nos valores praticados no mercado. Apenas o cartão de crédito não apresentou diminuição, segundo levantamento publicado ontem, sob responsabilidade da Anefac e IMA (Institute of Management e Accountants - Instituto de Administração Contábil).
Vice-presidente da Anefac e coordenador do estudo, Miguel José Ribeiro de Oliveira atribuiu à diminuição do custo do dinheiro também à expectativa de novas baixas na Selic e a queda da inadimplência. No mês passado, o país viveu a maior queda para pessoa física da série histórica (desde 1995), que foi reduzida pelo terceiro mês seguido, e a maior retração das taxas para pessoa jurídica desde dezembro de 2009.
Em abril, para pessoa física os juros caíram de 6,33% ao mês em março/2012 para 6,25% ao mês.No indicador anualizado, a queda foi de 108,87% ao ano, no mês retrasado, para 106,99%, em abril.Empréstimo pessoal (ambos, bancos e financeiras), Comércio e CDC também apresentaram as menores taxas da série históricas. No cheque especial, o valor é o mais baixo desde outubro de 2011.
Com o anúncio, na semana passada, de que a poupança será remunerada em 70% da Selic quando esta alcançar 8,5%, analistas do mercado têm a expectativa de que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) baixe a taxa básica pelo menos para este patamar.Para Ribeiro de Oliveira, a “maior competição no sistema financeiro após os bancos públicos promoverem reduções em suas taxas de juros” deve derrubar ainda mais os juros da economia no atual mês.
A maior redução no segmento PF aconteceu em empréstimo pessoal banco, passando de 3,84% para 3,69% mensais, com variação de 3,91%. Em seguida, apareceram comércio, CDC bancos (automóveis) e empréstimo pessoal - financeiras, que apresentaram diminuição de 2,05%, 1,52% e 1,45%.os juros do cheque especial tiveram recuo de 0,72%. No crediário, todos os 12 seguimentos (grandes, pequenas e médias redes, empresa de turismo, artigo do lar, eletro-eletrônicos, importados, veículos, equipamentos de ginástica, informática, celulares e decoração) rebaixaram suas taxas, em diminuições que variaram de 1,25% para 2,34%.
Maior taxa em valores absolutos, o cartão de crédito manteve a taxa média de 10,69% mensais. Verifica-se na pesquisa quedas de todas as três linhas de crédito para pessoa jurídica, numa diminuição média de 0,07 ponto percentual no mês (1,89¨% em termos percentuais). No cálculo anualizado, o recuo foi de 54,65%, em março de 2012, para os 53,4% do mês passado. A linha para capital de giro passou de 2,24% ao mês (30,45% ao ano) para 2,16% mensais (29,23% anuais) – a maior variação, de 3,57% ou 0,08 pontos percentuais. Desconto de duplicatas e conta garantida apresentaram reduções de 3,6% e 0,33% (0,1 e 0,02 pp).
Matéria produzida originalmente pelo mesmo autor para o jornal Tribuna da Bahia, publicada na edição de 10 de maio, na página 6
Adriano Villela
A política do governo federal de redução dos juros - por meio de cortes da Selic e reduções nas tarifas dos bancos públicos - resultou, em abril último, numa queda média de 1,26% para pessoa física e 1,89%, nas operações à pessoa jurídica nos valores praticados no mercado. Apenas o cartão de crédito não apresentou diminuição, segundo levantamento publicado ontem, sob responsabilidade da Anefac e IMA (Institute of Management e Accountants - Instituto de Administração Contábil).
Vice-presidente da Anefac e coordenador do estudo, Miguel José Ribeiro de Oliveira atribuiu à diminuição do custo do dinheiro também à expectativa de novas baixas na Selic e a queda da inadimplência. No mês passado, o país viveu a maior queda para pessoa física da série histórica (desde 1995), que foi reduzida pelo terceiro mês seguido, e a maior retração das taxas para pessoa jurídica desde dezembro de 2009.
Em abril, para pessoa física os juros caíram de 6,33% ao mês em março/2012 para 6,25% ao mês.No indicador anualizado, a queda foi de 108,87% ao ano, no mês retrasado, para 106,99%, em abril.Empréstimo pessoal (ambos, bancos e financeiras), Comércio e CDC também apresentaram as menores taxas da série históricas. No cheque especial, o valor é o mais baixo desde outubro de 2011.
Com o anúncio, na semana passada, de que a poupança será remunerada em 70% da Selic quando esta alcançar 8,5%, analistas do mercado têm a expectativa de que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) baixe a taxa básica pelo menos para este patamar.Para Ribeiro de Oliveira, a “maior competição no sistema financeiro após os bancos públicos promoverem reduções em suas taxas de juros” deve derrubar ainda mais os juros da economia no atual mês.
A maior redução no segmento PF aconteceu em empréstimo pessoal banco, passando de 3,84% para 3,69% mensais, com variação de 3,91%. Em seguida, apareceram comércio, CDC bancos (automóveis) e empréstimo pessoal - financeiras, que apresentaram diminuição de 2,05%, 1,52% e 1,45%.os juros do cheque especial tiveram recuo de 0,72%. No crediário, todos os 12 seguimentos (grandes, pequenas e médias redes, empresa de turismo, artigo do lar, eletro-eletrônicos, importados, veículos, equipamentos de ginástica, informática, celulares e decoração) rebaixaram suas taxas, em diminuições que variaram de 1,25% para 2,34%.
Maior taxa em valores absolutos, o cartão de crédito manteve a taxa média de 10,69% mensais. Verifica-se na pesquisa quedas de todas as três linhas de crédito para pessoa jurídica, numa diminuição média de 0,07 ponto percentual no mês (1,89¨% em termos percentuais). No cálculo anualizado, o recuo foi de 54,65%, em março de 2012, para os 53,4% do mês passado. A linha para capital de giro passou de 2,24% ao mês (30,45% ao ano) para 2,16% mensais (29,23% anuais) – a maior variação, de 3,57% ou 0,08 pontos percentuais. Desconto de duplicatas e conta garantida apresentaram reduções de 3,6% e 0,33% (0,1 e 0,02 pp).
Matéria produzida originalmente pelo mesmo autor para o jornal Tribuna da Bahia, publicada na edição de 10 de maio, na página 6
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